19 de dezembro de 2017

Entrando em outro sistema


Percebi que nesses dias que se passaram muitas pessoas estavam comentando sobre o filme Matrix, que estava disponível no Netflix. Achei interessante as pessoas conversarem sobre manipulação e sistemas, terem um vislumbre da programação de que são feitas, mas infelizmente parou por aí. Pior: pessoas dizendo que saíram da caverna, acusando um grupo ou outro de manipular.

Bom, não estou aqui para tirar sarro de ninguém, mas não deixei de esboçar um sorriso após essa afirmação. Primeiramente, Matrix é uma trilogia, só ficar no primeiro filme não explica muita coisa, principalmente para quem não é da área. Nessa toada, quem tem aquela sensação de que saiu do sistema só de ver o filme, com raríssimas exceções, entraram em outro sistema. Afinal, seria ingênuo pensar que um sistema não conhece suas próprias falhas.

Só para deixar um spoiler, o terceiro filme, Matrix Revolutions, parece contradizer as ideias do primeiro filme, mas na verdade é a melhor alternativa para a situação apresentada anteriormente: sacrifício e coexistência. As pessoas mal conseguem desenvolver algum conhecimento a partir do primeiro filme, quem dirá dos outros dois. A questão aí seria ter humildade em perceber que apenas um passo foi dado e que muitos enganos podem ocorrer. Você só percebe que saiu do sistema quando está fora dele.

"Eu tive sorte, eu estava vivo
Um olhar para trás, eu poderia ter morrido"

Asia - Sole Survivior

Isso lembra uma prova daquelas gincanas que tinham na televisão na década de 1990: havia várias portas e você tinha que atravessar uma delas. A certa era feita de isopor: o participante quebraria e passaria. As outras eram rígidas, mas obviamente não machucavam. Ao contrário da prova, a pessoa pode insistir em outras portas, procurar a correta, ou, digamos, a passável. A intenção de buscar uma saída é uma bússola que irá orientar o caminho.

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