31 de dezembro de 2014

Editorial para 2015: seja Luz

Nestes tempos sombrios, é hora de irradiar nossa luz interior. Mostrar pra nós mesmos que podemos mais e que somos muito melhores do que imaginamos. É hora de admitir nossos defeitos, nossas falhas e esquecer um pouco os outros e seus defeitos. E irmos além do que achamos que podemos. A proposta pro blog neste ano é trabalhar com os assuntos mais luminosos possíveis, deixando as coisas tristes de lado - afinal, já temos tristeza demais no mundo. Sobretudo trabalhar nossa luz interior, que está sob escombros e entulhos da nossa vida. Que tal uma faxina?

Vejo as pessoas reclamando muito dos problemas. Mas muito mesmo, que até cansa! Indo além dos próprios problemas, as pessoas adoram reclamar dos problemas dos outros, dos problemas da sociedade como um todo. E não conseguem perceber algo primordial: nós causamos nossos próprios problemas. Se nossa vida está assim, se a sociedade é assim, é porque somos assim, nós escolhemos isso. Não vou ficar martelando isso na sua cabeça, até porque há pessoas que não acreditam nisso - e têm boas justificativas para tal. Fica o convite.

Chegou meu Power vs. Force, agora só falta tempo para ler e paciência pra estudar e elaborar os posts. Como eu já tinha dito anteriormente, a ideia seria postar sobre os 17 níveis de consciência abordados no livro, um em cada post, introduzindo e concluindo. Com certeza o conteúdo vai extrapolar disso, e provavelmente vou escrever 2, 3 posts sobre o mesmo assunto. Quero fazer ligações com outra obra que eu gosto muito, Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés. Faz tempo que eu a li, e merece uma boa releitura.

Também vou continuar com as propostas de escrever sobre História, Reiki, níveis de consciência e afins. Só faltam mesmo oportunidades para publicar diversos posts sobre o assunto. Ou seja, aqui não faltará assunto em 2015 - fiquem ligados. Caso não queiram ficar vindo aqui ao blog todo dia, convido-os a assinar o feed por e-mail (não esqueçam de confirmar a inscrição clicando no link do e-mail que receberem!) e ler os posts na íntegra sem precisar acessar.

Penso em fazer um domínio para o blog. Algo que eu fazia antigamente, queria fazer novamente. Um domínio facilita muito na localização e na apresentação. Porém fico pensando se não vou largar tudo novamente - domínios são assinados anualmente, e parar de uma hora para outra poderia ser muito chato. Dessa vez não haveria migração para o wordpress, porque eu o acho melhor para blogs maiores, com muito mais conteúdo e com necessidade de muito mais recursos. Quem sabe no futuro?

Um assunto que penso em escrever aqui é sexo. Pelo que pesquisei na internet, eu teria que colocar o aviso de conteúdo impróprio para menores de 18 anos. Mesmo que eu apenas escreva sobre - sem imagens, sem vídeos, sem nada explícito ou apelativo. Ainda não me conformei com a ideia, já que crianças podem entrar em contato com pornografia quando bem entenderem. Agora para entrar em contato com informação e conhecimento, precisa ter um aviso de segurança. Estou pensando em fazer um blog sobre o assunto para resolver esta questão.

E você? O que quer para este ano? Quais são seus projetos, suas metas? Não acredita nisso, né? Eu entendo. Nós planejamos muito e fazemos pouco. Mas também não reconhecemos o que fizemos - e fazemos muita coisa ao longo do ano, quase nunca dentro do previsto. Então antes de virar o ano, vamos refletir sobre o que fizemos de bom e de ruim. E vamos agradecer - mais do que pedir. Só com consciência de que podemos fazer é que realmente faremos alguma coisa.

27 de dezembro de 2014

Capricho


Evangelho de Lindisfarne, digitalizado pela British Library, fólio 2v.

Lembra quando eu falei sobre produtividade? Naquele post eu sugeri focar na qualidade ao invés da quantidade. E eu fui percebendo ao longo dos dias como deixamos de fazer as coisas com capricho - sabe, com aqueles detalhes que fazem toda a diferença e que dão aquela satisfação ao final. Fazer é uma coisa, mas fazer com capricho...

Tem horas que a vida nos dá presentes assim: bem feitos, sob medida para as situações. Nem sempre estamos abertos para isso - normal, estamos quase automáticos, pulamos os momentos da vida como se pudéssemos voltar atrás depois. Se cada momento fosse vivido com esmero, com capricho, todos valeriam a pena - até os piores. A graça de viver está nos detalhes - detalhes definem tudo.

Os acasos (que não são acasos, diga-se de passagem) acontecem conforme estamos. Se estamos bem, atraímos coisas boas, se estamos mau, atraímos a mesma coisa. Por isso que quando estamos atrasados mais coisas acontecem pra nos atrasar - nós potencializamos o sentimento de atraso. E as coisas vem de forma certinha, como a gente exatamente precisa.

Não precisa se preocupar com os problemas lá de fora - eles ficam lá fora. Pense com sua vida aqui, porque de uma forma ou de outra você está vivendo dia após dia - e viver é uma dádiva (morrer também, mas deixa pra outro post). E depois que ler este post, faça cada coisa com capricho, com amor.

15 de dezembro de 2014

Sorria!


Happy Smile Text, por Dawn Hudson

Hoje em dia as pessoas fazem muita cara feia! Cara amarrada, cara fechada. Na moral, isso me assusta! De início eu pensei que era algum tipo de preconceito não detectado. Nessa moda de que todo mundo tem preconceito com todo mundo, até pensei que fosse algo do gênero, mas não é: simplesmente as pessoas se recusam a sorrir, vivem de mal humor o tempo todo. É tão constante que quando uma risada escapa, ops, fecham a boca como se fosse um bocejo ou um arroto.

Pensava que era preconceito porque hoje em dia tudo é considerado atitude preconceituosa. Então eu pensava que qualquer atitude que eu tinha na rua era vista como algo negativo. Por mais que eu tomasse cuidado ou fosse educada, aquelas caras fechadas continuavam. E como uma cara feia incomoda! Parece que você fez algo errado, ou que você não é bem vindo. E aos poucos fui percebendo que o problema estava no meu sorriso: eu sempre levo comigo um sorriso nos lábios (claro que não dá o tempo todo porque cansa). Isso que poderia estar causando o incômodo.

As pessoas se incomodam com o sorriso, e isso ainda não entendi. Um sorriso ilumina um dia inteiro, e pode iluminar a vida de muita gente - se permitirem isso, claro. O sorriso é uma expressão franca de alegria e tranquilidade e diz muita coisa boa. Ele abre portas, janelas, rompe barreiras e ilumina tudo o que estiver em torno. Deixar-se levar por um sorriso, mesmo desconhecido, é compartilhar de uma felicidade que não será dividida, e sim multiplicada. Todos ganham compartilhando um sorriso.

Não tenha medo de aceitar um sorriso, e não tenha medo de sorrir. Sorrir faz muito bem. Sorria porque você está vivo, porque você tem saúde, por qualquer coisa - ou apenas porque quer. Compartilhe seu sorriso e faça muitas outras pessoas sorrirem. Eu já presenciei casos de pessoas sorrirem ao verem outras sorrirem - o sentimento é contagiante. A pessoa é total responsável por estar de bom humor ou mal humor. Não há desculpa para não sorrir, apenas não há vontade - e sua vontade será respeitada, porque tem horas que sorrir é a última coisa que sentimos vontade (ou coragem) de fazer.


Buddha, por Maliz Ong

9 de dezembro de 2014

Dinheiro pelo Dinheiro


Money Background, por George Hodan

Vejo as pessoas juntarem dinheiro apenas por juntar. Não estou falando de juntar objetos, papéis, coisas materiais, mas de juntar dinheiro apenas para ter dinheiro. Até entendo que é necessário ter um fundo de reserva para algum problema no futuro, mas deixar uma quantidade exagerada de dinheiro em detrimento dos próprios sonhos, por nenhum motivo aparente é algo perto do doentio.

Trabalha-se exageradamente hoje em dia. E olha que o fenômeno da hora extra está desaparecendo aos poucos, já que os empregadores não possuem mais dinheiro (ou não querem gastar dinheiro?) para pagar os excessos de seus funcionários. Se antes era produtivo pagar um extra pelas horas a mais, agora tornou-se prejuízo das empresas manterem seus funcionários além do expediente. Aí criou-se o banco de horas: trabalha mais em um dia para trabalhar menos em outro. Mais "prejuízos": naquele dia em que mais se precisa, a pessoa tira uma folga, ou sai mais cedo. Afinal, as pessoas não são máquinas.

Praticamente há uma guerra pelo dinheiro: cortam-se gastos, elevam-se preços, unicamente pelo motivo de juntar dinheiro. Qual o fim disso? Nenhum. E isso gera uma reação em cadeia, onde as pessoas procuram ganhar mais dinheiro para compensar o gasto, porém o acúmulo é sempre a mais para simplesmente ter. Isso exaure qualquer sistema econômico - não pense que isso acontece porque a sociedade é capitalista, isso também aconteceria no comunismo (aliás, aconteceu).

A questão não seria do sistema capitalista, como muitos dizem hoje em dia. É de nós mesmos - nós que fazemos o sistema, viu? Se você pensa que somos controlados pelo sistema, concordo, mas podemos fugir desse controle. Outra coisa: não pense que uma revolução irá detonar tudo e fará uma sociedade mais justa e feliz - isso é falso. Uma revolução só serviria para perpetuar o sistema, já que massas humanas são mais fáceis de serem manipuladas do que pessoas individualmente. De nada adianta a implantação de algo novo em caráter coletivo - os problemas perpetuarão.

Vamos começar a tomar atitudes para frear esse acumulação desnecessária, que não só causa crises econômicas como também crises pessoais e sociais. Vamos começar a comprar e a vender por preços justos e éticos, o que nem sempre é o mais caro ou o mais barato - sempre alguém sai perdendo nestes extremos. Vamos planejar nossos gastos e incluir neles nossos sonhos e prazeres. Adicionar coisas que nos fazem crescer, e retirar o que nos atrapalha - por mais dinheiro que ganhemos em cima disso.

Não tente ganhar dinheiro a mais sem finalidade definida ou mesmo por meios não éticos. Você pode estar tirando de quem realmente precisa, e não ter quando realmente precisar. Nem sempre precisamos de dinheiro para resolver algumas questões cotidianas - deixe a criatividade fluir. Seja grato pelo que tem, e corra atrás do que realmente precisa. Faça um pé-de-meia se achar necessário, mas não deixe de gastar com algo só porque "precisa economizar". Ser menos materialista também ajuda, porque você sai da aparência e começa a observar a essência das coisas boas da vida.

1 de dezembro de 2014

Ame seu dinheiro

Você tem um trabalho e recebe por isso. O dinheiro é uma representação do resultado do esforço do seu trabalho. Se antigamente o que você produzia era trocado pelo que você precisava, hoje em dia o que você produz é trocado por algo que lhe permita adquirir o que você quer e precisa. Basicamente é isso, e independente de você estar satisfeito ou não, é seu e você precisa aprender a valorizá-lo.


Making Change, por Adrian Paulino

Uma observação importante: você realmente está insatisfeito com seu salário? Quero começar com este questionamento porque eu recebo relativamente pouco e faço muita coisa com meu dinheiro - e ainda sobra! Vejo pessoas receberem bem mais do que eu e estarem atoladas em dívidas, e outras tantas que só querem saber de aumentos (mas não sabem me responder quando questiono o que vão fazer com esse dinheiro a mais). Eu sei que ganhar um dinheirinho a mais é bom, mas isso não ocorre com frequência, o que leva à reflexão de aprender a valorizar o que tem, sem se importar com a opinião alheia a respeito.

Quando observamos o que realmente recebemos e o que realmente gastamos, vemos o quanto somos influenciados por quem não se importa com a gente. E quando vamos mais a fundo na questão, descobrimos que podemos fazer muito com pouco. Então sugiro começar pelo básico: seja grato pelo dinheiro que recebe, antes de tudo. Só de você demonstrar gratidão e alegria pelo seu trabalho (por pior que ele seja - eu te entendo, mas faça um esforcinho!), o dinheiro começa a render e você vai vê-lo "sobrar" por aí.

O dinheiro é uma força invisível. Ela pode estar ao seu favor ou não - depende do que você pensa a respeito. Se seus pensamentos são que o dinheiro é sujo, ter dinheiro é algo ruim e que pessoas ricas são malvadas, adivinha o que vai acontecer? O dinheiro vai fugir de você, ele não vai querer ficar com quem não gosta dele (já parou para pensar nisso?). Eu até entendo a questão da circulação de bactérias pelo papel-moeda, mas até aí, nada como um álcool gel depois de manusear.

Dinheiro não é bom, nem ruim. É algo que pode ser manipulado para estar a favor quando você precisar. Não entro ainda no mérito do planejamento de gastos - não adianta calcular tudo de antemão se não valoriza o que tem, o dinheiro some rapidinho. Além de agradecer pelo que recebeu, seja grato por poder gastá-lo - afinal, se você gasta é porque você pode, e muitos não o podem. Não fique com dor no coração porque "gastou demais" - gastos são feitos até quando você não precisa. E olha que coisa interessante: quando você gasta, alguém recebe, e vai poder gastar também, permitindo que outro receba, e por aí vai.

Quando você muda sua visão a respeito de alguma coisa, no caso dinheiro, este também muda. E desta forma, poderá ver de forma clara o que está realmente fazendo com seu dinheiro. E a partir daí que você pode planejar seus gastos - não o contrário. Planejar os gastos pensando preferencialmente em coisas boas, são estas que irão ocorrer. Planejar gastos já pensando em contratempos gera os mesmos - deixe-os para o final. Pensar em fazer um pé-de-meia já ajuda a fazer um. Mas pense em fazê-lo com carinho, não com desespero.

E saiba sobretudo: pessoas ricas não são más somente por causa do dinheiro. O dinheiro em si não faz ninguém mau, mas a vaidade das pessoas sim. E vaidade não possui classe social. Outra coisa: você não é pobre porque outros são ricos - ricos são ricos e problema é deles, a abundância existe para todos sem exceção. Não adiantaria distribuir igualmente renda para todos - o problema se agravaria ainda mais, pois não permitiria que pessoas realmente prósperas recebessem pelo seu merecimento.

Quer ter mais dinheiro, primeiro se pergunte por quê. Depois esquadrinhe alternativas: dependendo do caso, só de ser grato pelo que tem já começa a sobrar dinheiro no bolso. Depois veja se é realmente satisfeito e feliz no seu emprego. A mudança só ocorre verdadeiramente com a mudança de visão - não adianta querer procurar um emprego que lhe pague mais que o faça mais infeliz. Se essa mudança de trabalho for realmente desejada e necessária, só irão abrir portas para oportunidades cada vez melhores.