28 de abril de 2014

Censura de Opinião

Não sei falar muito bem sobre política. Meus argumentos chegam a ser até insossos perto do que muita gente discute agora. É bonito de se ver, mas não consigo pensar sobre. Não dá para sair das linhas de raciocínio que estão em voga atualmente. E quando eu tento sair dessa linha padrão, acabo sendo esmagada.

Muita gente pode pensar que sou todos esses rótulos que atualmente se dão. Aliás, hoje estamos em uma moda de rótulos. Não aguento mais! As pessoas ficam presas em conceitos fechados que não dão liberdade ao raciocínio próprio. Se fomos argumentar à maneira atual sem os rótulos, os argumentos se esfarelam.

Reflitam sobre os rótulos. Onde é que eles ajudam? Eu estudo uma área cheia de rótulos (como se a História toda não o fosse) que é a Idade Média, e quando se começa a pensar o período sem rótulos ou estereótipos, a coisa muda totalmente. Considerar uma pessoa machista, racista, entre outros ismos, acaba mutilando a sua totalidade, que acaba perdendo valor. E muito valor.

Brigam tanto por liberdade de expressão, mas esquecem da liberdade de opinião, como se pudéssemos opinar apenas o que é considerado correto. E o considerado incorreto, nada vale? Não pode ser debatido, analisado? Comecem a pensar, fujam do politicamente correto, não tenham medo dos rótulos. Ok, agora viajei, saí do assunto. Mas fica a ideia que é boa.

Tenho opiniões que adoraria colocar no blog e debater com quem lê. Mas vejo que haveria mais ofensas do que ideias. Está difícil expressar opinião com tanta gente que não concorda em você ter outra opinião. Sério: as pessoas não concordam que você tenha outra opinião sobre o assunto. Pararam pra reparar? Aparece alguém com uma opinião diferente, ele é logo criticado, deixado de lado. Muitas pessoas odiadas pelo público na verdade apenas têm uma opinião diferente, muitas vezes mais concreta e realista. Como foge do padrão, é jogado de lado.

Muita gente que eu vejo que se diz com visão política apurada, que quer manifestar e mudar o mundo (sem mudar a própria vida!), nem possui erudição. E não digo a erudição de livros apenas (que são necessários, viu?), mas de realidades. São várias realidades entremeadas que geram as situações. Negar uma ou outra impede de ver de forma ampla o problema.

Por isso, antes de tudo, pare e pense. Não tenha medo de demorar, nem das ideias que possam aparecer. Não negue nada, trate tudo como igual e com carinho. Cuide de suas ideias, veja como elas podem mudar sua vida. Receba as opiniões de forma aberta e amorosa, mas seja crítico: vá além das entrelinhas.

Assim cada pessoa desenvolve seu pensamento e raciocínio, melhorando a própria vida e da sociedade em volta. Para quem pensa pouco em política, até que dei boas dicas. Para quem tem pouco argumento, formei um bem sólido.

7 de abril de 2014

O que você anda fazendo com sua vida?


Balloons - St-Jean 2012 por Claudette Gallant

Sei que a maioria das pessoas irá responder com um claro não interessa, enquanto uma parte responderá com algo fútil, outra parte não irá responder, e apenas uns gatos pingados darão uma resposta que realmente interessa à pergunta do título deste post: o que você anda fazendo com sua vida? Não é para me responder, é pra responder a si mesmo: estou fazendo um convite para uma reflexão com a pessoa mais especial da sua vida: você mesmo.

Pode não parecer verdade, mas você é a pessoa mais especial para você mesmo. Esqueça (pelo menos por enquanto) pai, mãe, irmãos, amigos, ídolos. Esqueça todo mundo por um momento. Onde você está, o que está acontecendo com você? Esqueça por um momento a sociedade, a economia, a política, a ideologia, o vizinho. O que você realmente quer para a sua vida?

Isso não é egocentrismo, muito pelo contrário, você está mudando o mundo através da única pessoa que você realmente pode mudar: você mesmo. Você não irá mudar as pessoas, elas possuem livre-arbítrio como você possui. Se for parar para pensar, é muito egoísta a atitude de querer mudar a sociedade, de querer mudar as pessoas. Cuide de si mesmo e evolua. Parece pouco, mas é um processo que dura uma vida toda, e a faz valer a pena.

É difícil explicar por que mudar, já que não há um resultado pronto, um ponto final, mas se for olhar bem, estar sempre mudando é estar sempre melhor. Estar sempre melhor é ter um mundo cada vez melhor. Reflita sobre isso, mas não precisa ser agora, nem precisa ter pressa. Não precisa responder pra mim - esse é um convite para cuidar da sua vida e fazê-la um pouquinho melhor. A sociedade muda quando seus indivíduos mudam.

Aprendi com esses anos que só mudando a si mesmo é que é possível um mundo melhor. Quando as pessoas mudam, o ambiente em torno delas muda. A situação muda quando as pessoas mudam. O problemas mudam quando as pessoas mudam (não que eles deixam de existir, simplesmente mudam). E quando eu digo mudar estou falando também de cuidar de si mesmo. Cuidar do corpo e da mente. Cuidar do espírito também, para quem acredita. É isso que faz realmente a diferença.

1 de abril de 2014

A culpa não é de ninguém, mas a responsabilidade é de todos

As pessoas são responsáveis por tudo que acontece na vida delas. Cerca de 95% da população mundial não tem consciência disso, e a tendência é que elas morram sem ter. Principalmente agora, com a tendência de valorização da vítima. Sinceramente, ser vítima de algo é ficar passivo ao que acontece com a própria vida, permitindo que forças externas te manipulem, te joguem de um lado pro outro, sendo que você pode assumir o controle da sua vida e assumir a responsabilidade pelo que acontece com ela.


We want you! por Lode Van de Velde

Mas assumir a responsabilidade de algo dá muito trabalho, porque requer coragem, muita coragem. Não digo não ter medo, porque o medo é necessário para se ter noção do que acontece em volta. Ter coragem não é fácil - é mais fácil não ter medo e ser uma pessoa imprudente. Mais fácil ainda é entregar a responsabilidade nas mãos de outrem. É bem mais fácil, mas não há crescimento, nem aprendizado. Sinceramente, não vale a pena.

Ultimamente as mulheres reclamam de serem vítimas de assédio por parte dos homens. Sentem-se atingidas pelas cantadas, passadas de mão e olhares maldosos. Elas têm parte da responsabilidade sobre isso, até porque quando um não quer, dois não brigam (isso vai no ego de muita gente, né?). Não digo que ela é culpada - na verdade, ninguém é culpado. E está difícil para elas (e eles, e todo mundo) assumirem isso, já que dar a cara a tapa é cada vez desestimulado na sociedade. Assumir a responsabilidade é assumir o controle e modificá-la para melhor.

Como disse antes, ninguém é culpado, mas todos são responsáveis: o "autor", a "vítima", a sociedade que permite a existência dos papéis anteriores, você, eu. Colocando a responsabilidade em todos os agentes da ação (principalmente as vítimas, que tendem a fugir para não terem que arcar com prejuízos), a situação tende a mudar pela raiz, permitindo que não se repita como anteriormente. Tira-se até as razões de tanto mimimi. A existência da culpa transfere a responsabilidade da "vítima" para o "culpado" e desaparece o aprendizado.

Quando você se torna responsável pelos seus atos, você fica livre para escolher o que quer que aconteça na sua vida. Sim, escolher o que quiser, é só ir atrás. Não apenas para coisas materiais, mas situações, pessoas, experiências de vida. Você é o único responsável por ela, ninguém mais. E ninguém pode julgá-lo pelo que você é ou pelo que você faz (deixe isso pro juiz quando for responder um processo), pois todos temos defeitos e fazemos muita coisa errada. Mas não pense que terá a aprovação de todos - talvez você só encontre resistência. Ignore-as, porque elas nada podem fazer contra você sem sua permissão