26 dezembro 2017

O Caminho do Meio


É muito bonito falar sobre o Caminho do Meio, e na filosofia pseudo-evoluída de hoje em dia. Pseudo porque ela é baseada na vaidade do indivíduo e não na superação da mesma, em transformar de fora para dentro e não de dentro para fora. Caminho do Meio é um lugar comum para dizer que a pessoa não se baseia em nenhum extremo: "não concordo, nem discordo, muito pelo contrário", já dizia alguém na televisão. Só que... só existe um caminho: o seu.

Quando diz seguir o Caminho do Meio, a pessoa simplesmente adota ambos os extremos que diz rejeitar e os usa da forma que julgar mais conveniente. Ela está mais oscilando pra lá e pra cá do que seguindo em frente propriamente dito. Ao invés de seguir o próprio caminho, acaba por seguir o que outras pessoas seguem, o que não leva a lugar algum. Já dizia a piada: "se seguir pelo meio você apanha dos dois lados".

A transcendência propriamente dita está em superar os opostos e ver que são uma coisa só, manifestadas de formas diferentes, e isso pode ser alcançado por todos, das mais diversas formas. A mudança consiste em despertar e desenvolver o que há de melhor dentro de você, criar a própria equação, e não forçar goela abaixo a equação formatada que dizem ser a mais apropriada. Por isso que poucos tentam, e mesmo entre desses poucos, muitos ficam pelo caminho.

O tal equilíbrio que buscam encontra-se no interior de cada pessoa, durante as atividades cotidianas. Por mais que meditação possa ser algo legal, a mudança se efetiva quando as ideias saem da cabeça e passam a tomar o corpo e a bater junto com o coração. O próprio caminho leva a fazer escolhas e a tomar atitudes, mas isso é fruto da consciência e não de mero comodismo - e geralmente é algo bem desconfortável em relação aos outros.

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