28 fevereiro 2017

Reiki, amor e sexo

O Reiki é uma técnica que trabalha a evolução de consciência e o desenvolvimento do amor incondicional - o amar sem esperar nada em troca, o amor que se completa por si mesmo. Uma das formas na qual esse sentimento se desenvolve é através do relacionamento amoroso - namoro ou casamento sérios. Sim, sérios: o relacionamento raso, o prazer pelo prazer, não é amor, não eleva nem evolui - isso quando não contribui para maior deterioração da consciência.


Casais podem ser iniciados no Reiki juntos, e mesmo alguns reikianos começam a namorar tendo o Reiki como algo em comum. Pode acontecer também de um namorado ser reikiano e o outro não, ou mesmo um deles não gostar de Reiki - seja por preconceito, seja por uma má experiência. Se realmente há comprometimento entre o casal, o respeito deve falar mais alto. Nunca se deve forçar alguém, por mais íntimo que seja, a receber Reiki, assim como refletir se o companheiro começa a questionar sua prática e/ou sugerir largá-la. Mesmo o Reiki trabalhando com o Amor Maior, abandoná-lo não significa exatamente um regresso evolutivo, se feito com consciência e pelo mesmo Amor.

É muito gostoso quando um casal troca Reiki entre si, já que há maior intimidade entre ambos. O próprio contato amoroso fica mais profundo. Crescer com a pessoa amada é especial: um ajuda o outro a superar as dificuldades e fazer o melhor um pelo outro. Ambos saem ganhando juntos. Quanto maior a troca de energias entre si, maior a "sintonia". Essa sintonia que faz um casal pensar a mesma coisa ao mesmo tempo, ou mesmo seguir as mesmas linhas de pensamento, de forma complementar ou não.

São os laços coloridos citados pela Barbara A. Brennan em Mãos de Luz, que ligam as pessoas das mais diversas formas: laços sociais, laços amorosos, entre outros. Eles "laços" são elos energéticos nos quais energias são trocadas ao longo do tempo. Rompimentos de relacionamentos "quebram" estes laços, causando dor e sofrimento. O Reiki pode atuar tanto amadurecendo estes elos quanto os afrouxando de forma saudável, dentro do que se passa pelo casal.

Apesar de alguns mestres pedirem aos seus alunos para não terem relações sexuais antes e depois do processo de iniciação, acredito que quando feita com o companheiro - em especial um relacionamento sério - deve ser mantida. Compartilhar o processo de iniciação com a pessoa amada, sentir o novo fluxo energético. As mudanças que ocorrem com o reikiano também afetam a outra pessoa, mesmo que esta não o seja.

21 fevereiro 2017

Não resista ao mal


Parece contraditório, absurdo até, mas é real e, sobretudo, essencial. Quando se cria resistência a algo, aquilo cresce, ganha força, parece até que se alimenta da própria resistência. Torna-se real, ganha vulto, matéria. E começa a causar um dano real na vida. Lutar contra o mal é manter o sistema funcionando - é feita apenas manutenção ou mesmo atualização. A maioria das pessoas não vê o mal, e algumas ainda confundem as coisas!

Apesar de isso dar todos os motivos para preocupação, não se preocupar é fundamental. É a primeira atitude a se tomar - mesmo que esta atitude não implique em fazer algo ou mesmo implicar em não fazer nada. As coisas só acontecem com as pessoas quando estas permitem que aconteça. Não existe essa de "a culpa não é da vítima", pois esta também não tomou todas as providências para evitar tal coisa.

Aos poucos, conforme a pessoa evolui, ela percebe que bem e mal são partes do Todo, que para a existência de um deve existir o outro. Isso demora, e durante o percurso haverá revezes. Haverá resistência da própria pessoa e de seus entes queridos - parte do que eu chamo de Efeito Matrix. É o processo de uma vida inteira, de deixar a vida fluir. Por pior que algo pareça, resistir é dar-lhe força para continuar acontecendo.

Não resistir ao mal não é concordar com ele, é apenas deixá-lo seguir seu caminho. Se algo é mal, o é pela sua visão - pode não o ser na visão de outrem. Deixar passar causa muito menos danos - a saída é adaptar-se. Contradiz tudo o que a sociedade fala hoje em dia: resistir, combater, subverter. Dá a impressão de condescendência, de que a pessoa não consegue se impor.

14 fevereiro 2017

Aquele 1% - uma reflexão

"...
99% anjo, perfeito
Mas aquele 1% é vagabundo
Aquele 1% é vagabundo
Safado e elas gostam..."


Aquele 1% - Marcos & Belutti (part. Wesley Safadão)

Parece um absurdo esta citação, sobretudo quando se pensa em evolução. Só que, como eu já tinha comentado anteriormente, iluminação não está ligada ao total ascetismo. Há pessoas que bebem e transam muito mais evoluídas que o pessoal zen de Facebook. Esse 1% é tão necessário quanto os 99% de esforço em ter uma vida saudável e, digamos, "normal". É o 1% que diferencia uma pessoa das outras - o que a torna diferente, apartada do todo.



Enya sabe disso melhor que muita gente que ouve suas músicas!

O problema não está em ser torto, mas sim no que isso pode causar ao todo de forma deliberada. Todas as pessoas erram, mesmo quando algumas teimam em não assumir. E mesmo quando alguém segue os padrões, ela pode causar tanto dano quanto os tortos da vida. E penso que ser a gente mesmo dentro da própria diversidade é muito menos nocivo ao todo do que se forçar a ser quem não é. O problema é perceber.

Estranho a ausência desse fator no Reiki, afinal, a impetuosidade faz parte do ser humano e deve ser trabalhada de forma a ser desenvolvida, e não reprimida ou controlada. Esse 1% que impulsiona para a tão almejada iluminação, que é a expressão plena de si mesmo. Reiki pode ser um grande auxílio neste desenvolvimento, só que sempre haverá uma hora em que chutar o balde será a melhor alternativa. Se for pensar em artes marciais, a técnica de combate é esse 1% de chutar o balde. É o tigre sendo segurado pelo dragão, que de vez em quando escapa.

"... E elas gostam"! É aquilo que mexe com o inconsciente, o que chama atenção lá no profundo e acaba por definir o que se pensa sobre alguém. Alguém pode ser "perfeito" e rejeitado pelas pessoas - e vice-versa! O que não significa que se deve deixar os 99% de lado, deixar o 1% assumir os outros 99%. Seria uma espécie de contrassenso. A proporção é necessária.

07 fevereiro 2017

O que seria a Felicidade


Reiki é a arte secreta de convite à felicidade - o remédio natural do corpo e da mente. Este foi o nome que Mikao Usui deu ao método que criou após o jejum de 21 dias no Monte Kurama. A proposta inicial, de acordo com o que se tem documentado, é de uma técnica de desenvolvimento pessoal que beneficiaria também outras pessoas por meio da transmissão de energia, ou seja, Reiki não é apenas uma terapia complementar focada no trato energético alheio como também uma filosofia de vida, um caminho, de crescimento interior. Crescimento que influencia no tratamento energético a si e a outrem, promovendo a felicidade.

Isso bate de frente com a visão que se tem sobre Felicidade: algo frívolo baseado em caprichos mundanos. Felicidade não é aquilo veiculado na televisão, Felicidade não existe. Felicidade no Reiki? Viagem? É possível ser feliz? O que é ser feliz?

Existe o estado de consciência da Alegria: o contentamento humano. É a transcendência da Aceitação: tudo está onde deve estar. Não é exatamente dar pulos de alegria ou fazer uma festa de arromba para comemorar. É simplesmente estar feliz, olhar o mundo com olhos de criança. Não existe a discordância, nem a resistência: a mudança é um fator natural e constante, como o fluir das águas de um rio.

Felicidade é algo a ser perseguido. Não com base no exterior, mas sim no interior: e isso pode ser qualquer coisa. E o mais interessante é que apesar de ser algo a ser perseguido, o importante é o caminho, e não o destino. A Felicidade não é o destino final: ela está dentro de cada pessoa, mas para isso é necessário o movimento - ou mesmo a ausência dele.