18 fevereiro 2014

Pessimismo não é Realismo

É comum as pessoas olharem sempre a realidade por um viés negativo, pessimista. É como se tudo fosse dar errado a qualquer momento, e mesmo que algo dê certo, o que há de negativo ainda prevalece. Como é difícil ver uma notícia boa, alentadora, no jornal. E mesmo quando esta aparece, não tem o mesmo destaque, não tem o mesmo "brilho" das notícias de mortes e crimes que sangram o noticiário em seus diversos veículos. É como se as coisas ruins comandassem nossa mente, nos fazendo ter medo e sentir tristeza perante a vida.

Mas quando aparece alguém otimista, que vê a vida pelo lado bom, ficamos indignados. Como uma pessoa pode sorrir frente a tanta desgraça? E quando ela fala pra gente que somos muito pessimistas, a resposta vem na ponta na língua: não somos pessimistas, somos realistas.

E a realidade é formada apenas por coisas ruins? Tem certeza? Muito bem, vamos tirar então o futebol de domingo, o cinema de sábado, os amigos, e todas as coisas boas de nossa vida, até porque esta é só desgraça mesmo. E olha quanta coisa boa não damos valor! Deixa-se de dar valor às coisas boas para dar valor a coisas que nem nos dizem respeito. Esquecemos de olhar para nossa boa vida para olhar a desgraçada alheia. E pior: achar que aquela desgraça é nossa (é em parte, mas como assumir a parcela ruim sem assumir a parcela boa?).

Vamos começar a olhar primeiro para o lado bom, e sermos gratos por ele. Vai facilitar demais as coisas, e o mundo terá mais cor, e ficará mais habitável a nós, que voltaremos a ter vontade de viver. Sempre haverá coisas ruins e boas, cabe a nós escolher o que valorizar e prestar atenção. Claro que certas coisas negativas devem ser trabalhadas, mas para se tornar algo melhor.


Smile Heart, pela Pixel Perfect Digital

Uma perspectiva de vida mais otimista aumenta nossa gratidão com o mundo e com nossa própria vida. É o que dá vontade de viver, pois vivemos pelas coisas boas, não pelas ruins (você nunca parou para pensar nisso?). Deixe as coisas negativas de lado, e dê uma solução a cada uma aos poucos (e de verdade. Tome uma atitude sincera para com elas, não para perpetuá-las).

14 fevereiro 2014

Pare de reclamar e seja grato


Message Stones, pela Pixel Perfect Digital


Nunca achei que fosse escrever um post assim, já que eu pensava que reclamação fazia parte de uma mudança (reclamar para ver o que está errado para poder haver a mudança). Mas percebi que ficamos presos à reclamação, e mudar que é bom, nada. É como se ficássemos satisfeitos com o problema, e com a atitude de estar procurando solução, sem na verdade procurar nada. O famoso comodismo, que nos arrasta ao longo do dia, com o problema cochilando aos nossos pés (ou marretando nossa cabeça).

Ultimamente percebi isso com as notícias constantes da queda do nível de água no reservatório da Cantareira. Alarmes e alarmes, desespero, e o cadê a chuva que não veio?. As pessoas sempre reclamaram que chove demais nesta época do ano, causando alagamentos e transtornos, fora que atrapalha aquela praia que as pessoas ficam o ano inteiro esperando pra ir e tomar sol (que nem lagarto?). Fora que as pessoas (até eu!) reclamaram do frio intenso do último inverno (que realmente foi intenso de mais, reparou ou já esqueceu?), clamando por sol e calor (sem chuva!).

Falando em chuva, choveu tanto nesse último inverno que o reservatório da Cantareira chegou ao máximo de capacidade, tendo até que abrir comporta...

O que aconteceu de lá pra cá? Simples: as pessoas queriam sol e calor, esqueceram da chuva. Agora querem chuva, e quando ela chegar (aliás, a tempestade de ontem já causou reclamações), vai haver reclamações de que a cidade não tá pronta, que alagou tudo, que o trânsito ficou um caos (uai, já não é?), etc. E o ciclo continua, sem parar, as pessoas acomodadas em reclamar, reclamar. Se pudessem influenciar o clima, nem sei o que seria do planeta. Ainda bem que não podem, mas poderiam esperar a natureza agir com sua sabedoria, né?

Onde eu quero chegar: pare de reclamar que não está chovendo! Um dia irá, oras. Enquanto isso, tome uma atitude e economize água. E seja grato pelo dia de sol e calor (que você tanto esperou), pela brisa fresca, e por poder fazer certas coisas que são mais difíceis no inverno e nos dias de chuva. Quando chover, seja grato pela chuva que vem refrescar o tempo (não o clima, viu?), e trazer água para nós consumirmos (olha que lindo!). O frio vem para compensar tanto calor, para descansarmos gostoso (como é gostoso um banho de água quente no frio, e uma coberta macia).

Viu? Só mudar o foco e as coisas mudam. Seja grato pela vida que tem, pelo que conseguiu, pois há muita coisa boa nisso. Não precisa vir com essa de poderia ser pior, é um tremendo pessimismo. Olhe para cima, veja o céu. E veja seus problemas lá de cima, pequenininhos perto da imensidão das nuvens. Resolva-os, arranje outros, e assim poderá crescer em seu ritmo.