31 dezembro 2014

Editorial para 2015: seja Luz

Nestes tempos sombrios, é hora de irradiar nossa luz interior. Mostrar pra nós mesmos que podemos mais e que somos muito melhores do que imaginamos. É hora de admitir nossos defeitos, nossas falhas e esquecer um pouco os outros e seus defeitos. E irmos além do que achamos que podemos. A proposta pro blog neste ano é trabalhar com os assuntos mais luminosos possíveis, deixando as coisas tristes de lado - afinal, já temos tristeza demais no mundo. Sobretudo trabalhar nossa luz interior, que está sob escombros e entulhos da nossa vida. Que tal uma faxina?

Vejo as pessoas reclamando muito dos problemas. Mas muito mesmo, que até cansa! Indo além dos próprios problemas, as pessoas adoram reclamar dos problemas dos outros, dos problemas da sociedade como um todo. E não conseguem perceber algo primordial: nós causamos nossos próprios problemas. Se nossa vida está assim, se a sociedade é assim, é porque somos assim, nós escolhemos isso. Não vou ficar martelando isso na sua cabeça, até porque há pessoas que não acreditam nisso - e têm boas justificativas para tal. Fica o convite.

Chegou meu Power vs. Force, agora só falta tempo para ler e paciência pra estudar e elaborar os posts. Como eu já tinha dito anteriormente, a ideia seria postar sobre os 17 níveis de consciência abordados no livro, um em cada post, introduzindo e concluindo. Com certeza o conteúdo vai extrapolar disso, e provavelmente vou escrever 2, 3 posts sobre o mesmo assunto. Quero fazer ligações com outra obra que eu gosto muito, Mulheres que correm com os lobos, da Clarissa Pinkola Estés. Faz tempo que eu a li, e merece uma boa releitura.

Também vou continuar com as propostas de escrever sobre História, Reiki, níveis de consciência e afins. Só faltam mesmo oportunidades para publicar diversos posts sobre o assunto. Ou seja, aqui não faltará assunto em 2015 - fiquem ligados. Caso não queiram ficar vindo aqui ao blog todo dia, convido-os a assinar o feed por e-mail (não esqueçam de confirmar a inscrição clicando no link do e-mail que receberem!) e ler os posts na íntegra sem precisar acessar.

Penso em fazer um domínio para o blog. Algo que eu fazia antigamente, queria fazer novamente. Um domínio facilita muito na localização e na apresentação. Porém fico pensando se não vou largar tudo novamente - domínios são assinados anualmente, e parar de uma hora para outra poderia ser muito chato. Dessa vez não haveria migração para o wordpress, porque eu o acho melhor para blogs maiores, com muito mais conteúdo e com necessidade de muito mais recursos. Quem sabe no futuro?

Um assunto que penso em escrever aqui é sexo. Pelo que pesquisei na internet, eu teria que colocar o aviso de conteúdo impróprio para menores de 18 anos. Mesmo que eu apenas escreva sobre - sem imagens, sem vídeos, sem nada explícito ou apelativo. Ainda não me conformei com a ideia, já que crianças podem entrar em contato com pornografia quando bem entenderem. Agora para entrar em contato com informação e conhecimento, precisa ter um aviso de segurança. Estou pensando em fazer um blog sobre o assunto para resolver esta questão.

E você? O que quer para este ano? Quais são seus projetos, suas metas? Não acredita nisso, né? Eu entendo. Nós planejamos muito e fazemos pouco. Mas também não reconhecemos o que fizemos - e fazemos muita coisa ao longo do ano, quase nunca dentro do previsto. Então antes de virar o ano, vamos refletir sobre o que fizemos de bom e de ruim. E vamos agradecer - mais do que pedir. Só com consciência de que podemos fazer é que realmente faremos alguma coisa.

27 dezembro 2014

Capricho


Evangelho de Lindisfarne, digitalizado pela British Library, fólio 2v.

Lembra quando eu falei sobre produtividade? Naquele post eu sugeri focar na qualidade ao invés da quantidade. E eu fui percebendo ao longo dos dias como deixamos de fazer as coisas com capricho - sabe, com aqueles detalhes que fazem toda a diferença e que dão aquela satisfação ao final. Fazer é uma coisa, mas fazer com capricho...

Tem horas que a vida nos dá presentes assim: bem feitos, sob medida para as situações. Nem sempre estamos abertos para isso - normal, estamos quase automáticos, pulamos os momentos da vida como se pudéssemos voltar atrás depois. Se cada momento fosse vivido com esmero, com capricho, todos valeriam a pena - até os piores. A graça de viver está nos detalhes - detalhes definem tudo.

Os acasos (que não são acasos, diga-se de passagem) acontecem conforme estamos. Se estamos bem, atraímos coisas boas, se estamos mau, atraímos a mesma coisa. Por isso que quando estamos atrasados mais coisas acontecem pra nos atrasar - nós potencializamos o sentimento de atraso. E as coisas vem de forma certinha, como a gente exatamente precisa.

Não precisa se preocupar com os problemas lá de fora - eles ficam lá fora. Pense com sua vida aqui, porque de uma forma ou de outra você está vivendo dia após dia - e viver é uma dádiva (morrer também, mas deixa pra outro post). E depois que ler este post, faça cada coisa com capricho, com amor.

15 dezembro 2014

Sorria!


Happy Smile Text, por Dawn Hudson

Hoje em dia as pessoas fazem muita cara feia! Cara amarrada, cara fechada. Na moral, isso me assusta! De início eu pensei que era algum tipo de preconceito não detectado. Nessa moda de que todo mundo tem preconceito com todo mundo, até pensei que fosse algo do gênero, mas não é: simplesmente as pessoas se recusam a sorrir, vivem de mal humor o tempo todo. É tão constante que quando uma risada escapa, ops, fecham a boca como se fosse um bocejo ou um arroto.

Pensava que era preconceito porque hoje em dia tudo é considerado atitude preconceituosa. Então eu pensava que qualquer atitude que eu tinha na rua era vista como algo negativo. Por mais que eu tomasse cuidado ou fosse educada, aquelas caras fechadas continuavam. E como uma cara feia incomoda! Parece que você fez algo errado, ou que você não é bem vindo. E aos poucos fui percebendo que o problema estava no meu sorriso: eu sempre levo comigo um sorriso nos lábios (claro que não dá o tempo todo porque cansa). Isso que poderia estar causando o incômodo.

As pessoas se incomodam com o sorriso, e isso ainda não entendi. Um sorriso ilumina um dia inteiro, e pode iluminar a vida de muita gente - se permitirem isso, claro. O sorriso é uma expressão franca de alegria e tranquilidade e diz muita coisa boa. Ele abre portas, janelas, rompe barreiras e ilumina tudo o que estiver em torno. Deixar-se levar por um sorriso, mesmo desconhecido, é compartilhar de uma felicidade que não será dividida, e sim multiplicada. Todos ganham compartilhando um sorriso.

Não tenha medo de aceitar um sorriso, e não tenha medo de sorrir. Sorrir faz muito bem. Sorria porque você está vivo, porque você tem saúde, por qualquer coisa - ou apenas porque quer. Compartilhe seu sorriso e faça muitas outras pessoas sorrirem. Eu já presenciei casos de pessoas sorrirem ao verem outras sorrirem - o sentimento é contagiante. A pessoa é total responsável por estar de bom humor ou mal humor. Não há desculpa para não sorrir, apenas não há vontade - e sua vontade será respeitada, porque tem horas que sorrir é a última coisa que sentimos vontade (ou coragem) de fazer.


Buddha, por Maliz Ong

09 dezembro 2014

Dinheiro pelo Dinheiro


Money Background, por George Hodan

Vejo as pessoas juntarem dinheiro apenas por juntar. Não estou falando de juntar objetos, papéis, coisas materiais, mas de juntar dinheiro apenas para ter dinheiro. Até entendo que é necessário ter um fundo de reserva para algum problema no futuro, mas deixar uma quantidade exagerada de dinheiro em detrimento dos próprios sonhos, por nenhum motivo aparente é algo perto do doentio.

Trabalha-se exageradamente hoje em dia. E olha que o fenômeno da hora extra está desaparecendo aos poucos, já que os empregadores não possuem mais dinheiro (ou não querem gastar dinheiro?) para pagar os excessos de seus funcionários. Se antes era produtivo pagar um extra pelas horas a mais, agora tornou-se prejuízo das empresas manterem seus funcionários além do expediente. Aí criou-se o banco de horas: trabalha mais em um dia para trabalhar menos em outro. Mais "prejuízos": naquele dia em que mais se precisa, a pessoa tira uma folga, ou sai mais cedo. Afinal, as pessoas não são máquinas.

Praticamente há uma guerra pelo dinheiro: cortam-se gastos, elevam-se preços, unicamente pelo motivo de juntar dinheiro. Qual o fim disso? Nenhum. E isso gera uma reação em cadeia, onde as pessoas procuram ganhar mais dinheiro para compensar o gasto, porém o acúmulo é sempre a mais para simplesmente ter. Isso exaure qualquer sistema econômico - não pense que isso acontece porque a sociedade é capitalista, isso também aconteceria no comunismo (aliás, aconteceu).

A questão não seria do sistema capitalista, como muitos dizem hoje em dia. É de nós mesmos - nós que fazemos o sistema, viu? Se você pensa que somos controlados pelo sistema, concordo, mas podemos fugir desse controle. Outra coisa: não pense que uma revolução irá detonar tudo e fará uma sociedade mais justa e feliz - isso é falso. Uma revolução só serviria para perpetuar o sistema, já que massas humanas são mais fáceis de serem manipuladas do que pessoas individualmente. De nada adianta a implantação de algo novo em caráter coletivo - os problemas perpetuarão.

Vamos começar a tomar atitudes para frear esse acumulação desnecessária, que não só causa crises econômicas como também crises pessoais e sociais. Vamos começar a comprar e a vender por preços justos e éticos, o que nem sempre é o mais caro ou o mais barato - sempre alguém sai perdendo nestes extremos. Vamos planejar nossos gastos e incluir neles nossos sonhos e prazeres. Adicionar coisas que nos fazem crescer, e retirar o que nos atrapalha - por mais dinheiro que ganhemos em cima disso.

Não tente ganhar dinheiro a mais sem finalidade definida ou mesmo por meios não éticos. Você pode estar tirando de quem realmente precisa, e não ter quando realmente precisar. Nem sempre precisamos de dinheiro para resolver algumas questões cotidianas - deixe a criatividade fluir. Seja grato pelo que tem, e corra atrás do que realmente precisa. Faça um pé-de-meia se achar necessário, mas não deixe de gastar com algo só porque "precisa economizar". Ser menos materialista também ajuda, porque você sai da aparência e começa a observar a essência das coisas boas da vida.

01 dezembro 2014

Ame seu dinheiro

Você tem um trabalho e recebe por isso. O dinheiro é uma representação do resultado do esforço do seu trabalho. Se antigamente o que você produzia era trocado pelo que você precisava, hoje em dia o que você produz é trocado por algo que lhe permita adquirir o que você quer e precisa. Basicamente é isso, e independente de você estar satisfeito ou não, é seu e você precisa aprender a valorizá-lo.


Making Change, por Adrian Paulino

Uma observação importante: você realmente está insatisfeito com seu salário? Quero começar com este questionamento porque eu recebo relativamente pouco e faço muita coisa com meu dinheiro - e ainda sobra! Vejo pessoas receberem bem mais do que eu e estarem atoladas em dívidas, e outras tantas que só querem saber de aumentos (mas não sabem me responder quando questiono o que vão fazer com esse dinheiro a mais). Eu sei que ganhar um dinheirinho a mais é bom, mas isso não ocorre com frequência, o que leva à reflexão de aprender a valorizar o que tem, sem se importar com a opinião alheia a respeito.

Quando observamos o que realmente recebemos e o que realmente gastamos, vemos o quanto somos influenciados por quem não se importa com a gente. E quando vamos mais a fundo na questão, descobrimos que podemos fazer muito com pouco. Então sugiro começar pelo básico: seja grato pelo dinheiro que recebe, antes de tudo. Só de você demonstrar gratidão e alegria pelo seu trabalho (por pior que ele seja - eu te entendo, mas faça um esforcinho!), o dinheiro começa a render e você vai vê-lo "sobrar" por aí.

O dinheiro é uma força invisível. Ela pode estar ao seu favor ou não - depende do que você pensa a respeito. Se seus pensamentos são que o dinheiro é sujo, ter dinheiro é algo ruim e que pessoas ricas são malvadas, adivinha o que vai acontecer? O dinheiro vai fugir de você, ele não vai querer ficar com quem não gosta dele (já parou para pensar nisso?). Eu até entendo a questão da circulação de bactérias pelo papel-moeda, mas até aí, nada como um álcool gel depois de manusear.

Dinheiro não é bom, nem ruim. É algo que pode ser manipulado para estar a favor quando você precisar. Não entro ainda no mérito do planejamento de gastos - não adianta calcular tudo de antemão se não valoriza o que tem, o dinheiro some rapidinho. Além de agradecer pelo que recebeu, seja grato por poder gastá-lo - afinal, se você gasta é porque você pode, e muitos não o podem. Não fique com dor no coração porque "gastou demais" - gastos são feitos até quando você não precisa. E olha que coisa interessante: quando você gasta, alguém recebe, e vai poder gastar também, permitindo que outro receba, e por aí vai.

Quando você muda sua visão a respeito de alguma coisa, no caso dinheiro, este também muda. E desta forma, poderá ver de forma clara o que está realmente fazendo com seu dinheiro. E a partir daí que você pode planejar seus gastos - não o contrário. Planejar os gastos pensando preferencialmente em coisas boas, são estas que irão ocorrer. Planejar gastos já pensando em contratempos gera os mesmos - deixe-os para o final. Pensar em fazer um pé-de-meia já ajuda a fazer um. Mas pense em fazê-lo com carinho, não com desespero.

E saiba sobretudo: pessoas ricas não são más somente por causa do dinheiro. O dinheiro em si não faz ninguém mau, mas a vaidade das pessoas sim. E vaidade não possui classe social. Outra coisa: você não é pobre porque outros são ricos - ricos são ricos e problema é deles, a abundância existe para todos sem exceção. Não adiantaria distribuir igualmente renda para todos - o problema se agravaria ainda mais, pois não permitiria que pessoas realmente prósperas recebessem pelo seu merecimento.

Quer ter mais dinheiro, primeiro se pergunte por quê. Depois esquadrinhe alternativas: dependendo do caso, só de ser grato pelo que tem já começa a sobrar dinheiro no bolso. Depois veja se é realmente satisfeito e feliz no seu emprego. A mudança só ocorre verdadeiramente com a mudança de visão - não adianta querer procurar um emprego que lhe pague mais que o faça mais infeliz. Se essa mudança de trabalho for realmente desejada e necessária, só irão abrir portas para oportunidades cada vez melhores.

28 novembro 2014

Como lidar com a Raiva

Se você veio aqui procurando uma receita de bolo, uma dica de relaxamento, ou apenas palavras confortáveis, creio que não irá gostar deste post. Porque lidar com a raiva requer muito trabalho. Você vai literalmente ignorar a raiva, porque esta é incontrolável. Esqueça todos os depoimentos de pessoas que usam a energia da raiva para fazer algo para mudar as próprias vidas. A raiva é uma energia cega e destrutiva, então enquanto você pensa que está fazendo algo de bom com a raiva, na verdade você está cavando sua própria ruína.

Depois do ataque de raiva (ou fúria) sempre há aquela sensação de exaustão. E o arrependimento. E o ciclo recomeça. Quando você alimenta a raiva, você tira de si sua própria força para mudar a vida, e não consegue quebrar este ciclo. Eu mesma já passei por essa experiência, e tentei muitos métodos para me "acalmar" - sem resultado. Claro que cada caso é um caso, e muitas pessoas podem discordar do que estou dizendo - e mesmo atestar a eficácia de métodos "calmantes".

O ponto não é esse. O que realmente resolve o problema da raiva é a dispersão da mesma, e para se conseguir isso você pode tentar utilizar uma série de métodos que realmente a esvaziam. Traduzindo: a raiva só some quando você a domina, não o contrário. Dominar a raiva é difícil, e você continuará tendo crises pesadas por um bom tempo. Mas conforme elas vão diminuindo, você vai se sentindo mais estável e confiante. E questionando a própria raiva.

A princípio a raiva vai vir e te atropelar. Deixe passar, deixe a raiva ir, e sobretudo: não faça nada. A raiva vai te exigir alguma atitude - não lhe dê ouvidos. Ela apenas quer atenção, ou seja, se não fizer nada, ela perde o sentido de existir - geralmente a raiva tem um alvo momentâneo, que perde todo o foco quando você entra na dela - a raiva é cega. Já vou avisando: essa fase demora. Você vai ser sabotado, vai se deixar levar - não perca a paciência.

Aos poucos você vai percebendo que não precisa da raiva. E não precisa mesmo: ela não te faz crescer, ela não te faz mais forte, ela não te faz uma pessoa melhor. Você vai ficar mais lento, mas não se preocupe, é um bom sinal: você está mais atentos a si mesmo e ao que te cerca, permitindo refletir melhor sobre as atitudes. A essa altura do campeonato, a raiva nada mais é do que um sinal de descontentamento do ego, de que tem algo errado. A partir disso que vem uma atitude mais madura.

Deixo essa imagem para reflexão, extraída da página Sobre Budismo, do Facebook:

24 novembro 2014

Partindo para a Ignorância

Resolvi partir para a ignorância, de uma forma única, porém não original: ignorar tudo que nada adiciona a minha vida, principalmente coisas negativas. Se eu for levar em conta cada besteira que as pessoas falam ou fazem, acabo surtando. E muitos devem surtar por aí, cometendo crimes e outras atrocidades. Minha experiência pessoal resume-se a surtos de raiva a partir do segundo ano da faculdade, que ficaram intensos no terceiro. Procurei tratamento, e os surtos diminuíram.

Durante o tratamento, aprendi a lidar com a opinião alheia; aliás, ainda estou aprendendo. E quanto mais vou aprendendo, mais vou percebendo o quanto as pessoas não sabem lidar umas com as outras. Então eu aprendi a lidar com a minha raiva, e percebi que uma grande fonte dela é o excesso de informações que absorvemos ao longo dos dias, cuja maioria geralmente é desagradável e pessimista. Cortei a maior parte deste mal pela raiz: parei de assistir televisão. Não sinto falta dela, não me sinto desinformada, muito menos alheia ao mundo que me cerca. Mas me livrei de uma grande fornecedora de pessimismo, e ganhei tempo para fazer coisas realmente úteis na minha vida. E ter opinião própria, sólida, com base em argumentos (não em birras).

Outra coisa que acabei fazendo foi me afastar de pessoas negativas: reclamonas, que nada fazem por si, pessimistas, mimadas, vítimas de qualquer coisa, entre outras. Ficar ouvindo coisas que não nos fazem bem pouco contribuem para nosso crescimento e amadurecimento. Claro que há horas que precisamos de um chacoalhão para cairmos na real. E precisamos mais ainda nos levantarmos quando cairmos, porque quedas teremos sempre.


Ice Cube Background, pela Pixel Perfect Digital

Por fim, ignorar propriamente dito. Não podemos ignorar tudo e todos que nos fazem mal. Não é possível viver em uma bolha isolada da sociedade. A verdadeira neutralidade se daria em processar sem envolvimento tudo que recebemos durante o dia, sem se deixar levar pela emoção ou pela ânsia de dar uma resposta pra tudo. Não precisamos da opinião alheia, assim como os outros não precisam da nossa opinião. Isso não significa não tomar atitude, até porque ignorar é uma atitude significativa, que surte um efeito considerável a quem está a nossa volta. Significa que estamos agindo com racionalidade e maturidade.

17 novembro 2014

O Estranho Thomas

Um cozinheiro de uma lanchonete em uma pequena cidade norte-americana tem o estranho dom de ver e se comunicar com os mortos e seres das sombras, e usa sua habilidade para resolver crimes e evitar catástrofes. Com o apoio de sua namorada, Stormy, Thomas tenta evitar que um massacre se abata sobre sua cidadezinha, investigando por conta própria um estranho morador, cercado por seres sedentos de sangue.

Depois de tanta insistência, lá fui eu ver o filme. Não é grande coisa, muito menos uma super trama. É uma ação simples, centrada apenas na resolução do mistério para evitar que um matador em massa cause estragos na cidadezinha. Quem não presta atenção perde o essencial do filme: como agem as sombras, e de que forma elas podem manipular as pessoas. Sim, o filme é real neste aspecto - e as pessoas passam despercebido por considerarem parte da ficção.

O interessante deste filme é o relacionamento do protagonista com os mortos e espíritos malignos - como ocorre na realidade. Estes últimos realmente agem daquela forma, manipulando a mente das pessoas para conseguir o que desejam: sangue e destruição. E é o que você vê hoje em dia por aí: pessoas tentadas a destruir e a fazer o mal - além de matar pessoas, promover atos bárbaros. Não é nem a morte em si que interessa, mas o sofrimento, a dor, a agonia.

Apenas Stormy acredita em Odd Thomas (trocadilho que ele explica logo no começo no filme), mesmo sem ter a mesma capacidade de seu namorado. Eles estão predestinados para ficarem juntos para sempre, mas não se sabe quando. O chefe de polícia da cidadezinha não consegue acreditar como os palpites de Thomas são tão certeiros. Até hesita em acreditar no sobrenatural (que é extremamente natural, diga-se de passagem), porém dá valor ao que esse "estranho" diz e toma todas as providências para seu informante não ficar visível.

Uma coisa que parece ficção mas também é real é o dom que Thomas tem de encontrar as pessoas ao acaso. Sim, isso também existe - aliás, esse filme poderia entrar na categoria de baseado em fatos reais. Thomas simplesmente anda em direção ao problema e encontra ao acaso os elementos para resolvê-los - uma pista, uma pessoa morta, sombras rondando pessoas e lugares. Fico pensando se as pessoas realmente querem ter esse tipo de dom.

Detalhe importante: Thomas não é padre, nem possui nenhum poder "mágico" para afastar as trevas. Tudo que ele faz está dentro do mundo material - alertar pessoas, conversar com o chefe de polícia, invadir a casa do suspeito e procurar pistas. E é isso que as pessoas devem fazer: dá para lidar com essas forças sombrias sem precisar de uma réstia de alho ao pé do ouvido. Dá para não ser manipulado, dá para não agir que nem gado, o problema é que as pessoas não querem, estão confortáveis assim. E serão cobradas por isso - em um futuro não muito longe.

Recomendo este filme como uma boa aula sobre "o outro lado" e como um alerta sobre o que está acontecendo no mundo atualmente. Ele não fica fantasiando ou viajando na maionese, simplesmente vai ao ponto sem deixar de perder a realidade do assunto.

13 novembro 2014

Somos Todos Crianças


Old Teddy Bear, por George Hodan

Somos crianças, não vamos negar isso mais. Vamos assumir esse lado infantil nosso, seja positivo, seja negativo. Cansei de ver marmanjos fazendo birra achando que têm razão. Se uma criança perde a razão fazendo birra, por que o adulto não deveria? Muitos acham que é a idade que dá razão, o que não é verdade: são nossas experiências de vida, e o aprendizado sobre elas, que nos dão maturidade. Você não vai ter razão meramente pela sua idade.

Além da questão do egoísmo, existe a falta de maturidade também. Crescer não é ficar mais velho, crescer é adquirir experiências ao longo do tempo e saber cada vez mais o que fazer e quando fazer. Não é ter razão, é ter uma opinião mais aprofundada e madura. Ser velho é diferente de ser experiente: há pessoas que passam a vida inteira à pão de ló e nada têm a adicionar, e crianças com experiência de sobra para toda a vida. Experiência vem do aprendizado, que pode ser doloroso ou não - escolha sua sofrer para aprender ou não.

O problema é quando a criança não amadurece - a pessoa se torna birrenta, mimada. Quer tudo do jeito dela, ou de jeito nenhum. E por ser mais velha, por ter maior contato com o mundo, liga-se a pessoas com ideias semelhantes e criam-se movimentos baseados em teorias sem o mínimo de bom-senso. O que se vê na rua não é um juventude engajada e disposta a mudanças, e sim uma criançada que não se conforma com a realidade do mundo e não consegue mudar a própria realidade, tentando, de certa forma, mudar a realidade da sociedade a qual pertence.

Li um texto para a faculdade que propunha uma ideia, mas minha mente teve outra conclusão: independentemente da sociedade ser desigual, ou até mesmo injusta, as pessoas podem ser felizes e viverem bem. Para isso, precisam lutar, correr atrás dos próprios sonhos. O que não significa querer mudar a mente das pessoas (se você sonha com isso, acorde! Isso é um pesadelo!) - mas sim a própria mente. Não se deixe levar pela ideia de que poucos têm muito. Isso é problema deles, não seu.

Não adianta sentar e reclamar que o mundo é mau. Não adianta querer sacanear algo porque não é do seu jeito. Fora que chorar para conseguir as coisas é negar a própria força de vontade e assumir que é uma pessoa incapaz, algo que ninguém é. Ninguém.

Eu me sinto uma criança grande: vejo tudo como novidade, vejo desenhos nas nuvens, adoro bolo de chocolate. Sim, há o lado bom de ser criança, aquele lado inocente e divertido, que não vê maldade nas coisas, que faz traquinagens (aprontar não é algo essencialmente ruim), que morre dentro de nós a cada dia que passa. Estamos estragando nossas crianças interiores, que se tornam seres irritantes e desagradáveis. Sugiro que comece a trabalhar sua infância, refletir sobre seus traumas e seus gostos. Muito do que somos hoje é puro reflexo do que ocorreu no passado. Entender algumas situações de quando éramos crianças ajuda a entender muitas posturas de hoje como adultos.

Ser criança não é algo ruim, é algo a ser trabalhado. Se for parar para pensar, criança sabe ser feliz, sabe se divertir, sabe lidar com a vida sem ver maldade nela (obviamente não estou falando aqui das crianças que são más por natureza - sim, elas existem), e sabe fazer as coisas de forma simples e original. Sua vida irá se encher de luz e cor quando sua criança interior crescer e se desenvolver.

30 outubro 2014

Ensaio sobre a Fofoca

Talvez um dos maiores males da sociedade atual seja a fofoca. É algo que aparenta ser inofensivo, mas seus danos podem ser mais letais do que muitas armas. Contra a fofoca não há muita defesa, nem muita atitude a ser tomada, porque a fofoca amarra as pessoas em laços de interesses dentro de um jogo no qual todos perdem. É como a maldição do filme O Chamado: para se livrar dela, tem que mostrar o vídeo a alguém, que vai ter que mostrar a outra pessoa, a outra pessoa...

Se você realmente quer uma vida melhor, cesse a fofoca da sua vida. Qualquer tipo de fofoca, por mais leve e inofensiva que pareça. Não busque saber dos outros por outros, você tira todo o direito de defesa das pessoas. Na grande maioria das vezes, o fato é manipulado, distorcido, e fica parecendo ser algo nocivo, quando na verdade o que ocorreu foi uma besteira de nada. Já é feio ficar contando o que acontece com os outros para outras pessoas, imagina ainda distorcer.

Convido você a refletir sobre o dano causado pela fofoca. Quantas pessoas perdem o emprego, relacionamentos são desfeitos, brigas acontecem, apenas porque fulano disse a cicrano que beltrano fez ou faz não sei lá o quê, que não é da conta de ninguém? O que você tem a ver com a vida de outrem? Nada, absolutamente nada. Então deixe o outro viver a vidinha dele enquanto você vive a própria vida.

Quando alguém começar a falar de outra pessoa para você, corte-a. Elimine o mal pela raiz. Se você não gosta de fofoca, desconfie do fofoqueiro: o que ele quer ganhar com isso? Se ele não tivesse interesse na situação, não falaria nada, certo? Tem vezes que a fofoca é feita mais para prejudicar alguém do que para se autopromover. Cuidado redobrado: você acha certo punir alguém porque ouviu de alguém alguma coisa que você não concorda?

Pegue a fofoca e a jogue no lixo. Afaste-se dos fofoqueiros. Deixem que falem de você; se alguém perguntar alguma coisa, seja honesto e sincero sobre você, ignore quem disse o quê. Vamos parar com a hipocrisia de usar a fofoca como desculpa. Pior do que ficar sabendo da fofoca, é você não ter direito de defesa a ela. Você gostaria que falassem mal de você e não te dessem o menor direito a se defender? É o que acontece o tempo todo com as pessoas.

26 outubro 2014

Os Benefícios do Reiki

Meu primeiro post sobre Reiki não vai ser exatamente sobre o que o Reiki é, mas sobre o que o Reiki faz. A principal vantagem do Reiki são suas salvaguardas, que consistem basicamente em não prejudicar quem recebe e não se deixar misturar com energias negativas. Isso é bom porque nem sempre estamos 100% para aplicar, às vezes estamos até nervosos ou ansiosos, e isso não afetará quem irá receber, pelo contrário, quem está aplicando também recebe um pouco de energia Reiki para se estabilizar.

Uma observação importante a ser feita: Reiki respeita seu livre-arbítrio (é uma energia inteligente - mais inteligente que muita gente, hahaha), portanto caso você não queira receber a aplicação, nada irá acontecer. Nada mesmo, posso te garantir. Por mais benefícios que o Reiki possa trazer, ninguém é obrigado a recebê-lo. Claro que sugiro que sempre aceite, até porque não há riscos de ele te fazer mal (mesmo quando uma pessoa está mal intencionada - infelizmente as pessoas são assim).


Luz Subaquática, por Petr Kratochvil

Efeitos Colaterais
Sim, as pessoas podem ter reações não muito agradáveis durante a aplicação. Incômodos e dores são mais comuns do que se imagina, fora as imagens que vem à tona. Não quero assustar, quero ser realista: seu problema pode ficar claro durante a aplicação, e isso é um bom sinal: o Reiki vai até as raízes do problema, sejam nesta vida ou em outra, e busca remover os bloqueios necessários, promovendo a cura. Esse processo é gradual e depende muito de quem está recebendo. Fique tranquilo, e deixe tudo de mau ir embora.

Também ocorre da pessoa relaxar e sonhar outras coisas, agradáveis e tranquilas. Sempre que achar necessário, compartilhe sua experiência com seu terapeuta. Ele pode te orientar com informações importantes a respeito. Não fique preocupado, nem tenha medo: isso irá atrapalhar todo o processo. Tenha em mente coisas boas e tranquilas - vale qualquer coisa dentro deste quesito - e o processo será tranquilo, apesar dos efeitos citados.

Relaxamento
Você relaxa durante a aplicação - praticamente você dorme. Você pode nem se lembrar de nada, inclusive. O importante é que, quando o processo acaba, você se sente em profundo estado de relaxamento, até mesmo meio grogue. É recomendável não fazer movimentos bruscos ou se expor à luz ou barulho fortes. Depois de uma aplicação de Reiki, recomenda-se também não utilizar aparelhos eletrônicos e se expor a coisas negativas, pois você vai estar mais sensível. Vá dormir mais cedo, e seu sono será tranquilo.

Resolução de problemas
Sabe aquelas coisas que vão atravancando nossa vida? Não que o Reiki resolva por conta própria, mas ele traz à tona questões que permitem a resolução dos mesmos, dando condição para que as lições necessárias sejam aprendidas. É aquela hora em que temos confiança para assumir nossos erros e nossas responsabilidades e crescermos como pessoas. A gente assume aquela coragem pra seguir em frente e mudar nossa vida.

Dores e incômodos
Muitas vezes fui ao médico com dores e incômodos diagnosticados como algo que vai passar. No lugar de me acalmar, eu ficava ansiosa: se não fosse nada, aquilo não me incomodaria a ponto de agendar uma consulta e fazer um exame. Ao fazer a auto-aplicação diária de Reiki, essas dores e incômodos sumiram. Mas eu tive que me empenhar: aplicação diária exige disciplina. Não adianta aplicar dia sim dia não. Isso digo aos iniciados em qualquer nível.

Quando o problema volta...
Conheço o caso de pessoas que se trataram com Reiki e retornaram reclamando do mesmo problema. Quando se analisa o que houve, descobre-se que a pessoa não se esforçou para mudar como pessoa, achando que o Reiki iria apenas "trocar os parafusos", como se o ser humano fosse uma máquina e não fosse o próprio responsável pelos problemas, inclusive de saúde. Não adianta: submeter-se ao tratamento Reiki sem mudar de postura e de atitude não irá mudar muita coisa. O Reiki abre a consciência da pessoa para a situação, só que é a pessoa que tem que escolher assumir essa consciência e trabalhar também.

Isso significa que ela poderia resolver sozinha? Sim. O Reiki facilita, vai a níveis nos quais a pessoa não está consciente no momento, limpa as energias negativas, mas quem realmente se cura é o próprio paciente. Eu sei que há pessoas que se empenham, se esforçam, mas não conseguem sair da situação em que estão. O Reiki, então, dá aquele "empurrãozinho", mostra o caminho, e cura acontece.

21 outubro 2014

Conflito de egos

Você já reparou que os problemas coletivos envolvem muita gente? Parece óbvio, mas se você for reparar, sempre jogam a culpa dos problemas de uma coletividade em uma pessoa só ou em um grupo muito pequeno. E os outros simplesmente se isentam da culpa. O problema se perpetua, se agrava, e não é resolvido. Por quê? Por vários motivos, mas quero ressaltar um neste post: o egocentrismo.

É basicamente isso: as pessoas não querem assumir responsabilidades, gostam de pagar de vítima. Então jogam a culpa em que vier pela frente, seja no Diabo, no Congresso, ou mesmo no Governador. É fácil falar que algo ou alguém é culpado pela situação, difícil mesmo é assumir o erro e dar a cara a tapa, porque sempre haverá alguém que irá montar na honestidade do outro.


People, por George Hodan

O egoísta, egocêntrico, querendo parecer superior, não assume suas falhas, e delega a responsabilidade da sua vida a outras pessoas. Reclama que sua vida não vai bem, e sempre encontra uma forma de assumir o papel de vítima. O problema atualmente é que muitas pessoas estão tomando essa postura ao mesmo tempo para as mesmas situações, o que atravanca qualquer forma de resolução efetiva. Eu vi isso na greve da USP: pessoas não assumindo as próprias responsabilidades para resolver a situação. É muito mais fácil jogar a culpa no reitor e no Governador do que fazer algo realmente sério para solucionar a crise.

Sobre a crise de água é a mesma coisa: por que economizar água se a culpa é da Sabesp? Por mais culpa que tenham, a responsabilidade também é nossa. Sentar e reclamar não ajuda em nada: levantar e fazer alguma coisa (nem que seja não ficar reclamando) ajuda em muito mais. Tenha em mente que problemas coletivos demandam solução coletiva: como viver em sociedade se seus membros não se ajudam?

Muitos clamam pelo social, anular a si próprio para fazer uma sociedade. Mas não é necessário se anular para fazer uma sociedade, ao mesmo tempo em que não é possível conviver com alguém que passa por cima de tudo e de todos. Percebi que muitos que clamam por uma sociedade mais social são extremamente egoístas, não exatamente querendo uma mudança de paradigma, mas querendo estar no controle deste processo, controlando-o ao seu bel prazer.

Pode ter certeza de uma coisa: muita coisa boa deixa de acontecer porque uma pessoa não quer. Uma ou um grupinho, não importa. Parece que as pessoas têm o costume de atrapalhar sempre que possível, mesmo quando podem ajudar. Muitos consideram isso humilhação, ficar por baixo. Mas que obsessão é essa de querer ficar por cima, de se sentir superior? Como se ajudar os outros fosse algo negativo. Entenda: querer levar vantagem, atrapalhar alguém, só faz mal a quem causa. Quando a pessoa toma consciência disso, começa a ter consciência do mal que fez na vida. E aí entra o aprendizado.

18 outubro 2014

O Valor do Sacrifício


Eu havia pensado um dia em escrever sobre o sacrifício, sobre dar sua vida para ajudar alguém. É uma coisa muito linda, mas muito difícil de achar. Afinal, quem se arriscaria a salvar alguém hoje em dia, a custo da própria vida? Independente da religião, da posição política, ou mesmo da filosofia de vida, arriscar-se para ajudar o semelhante tem um valor extremamente alto. E nunca é em vão.

No final do mês passado, eu ganhei um girassol. Fiquei encantada com ele, e fiz questão de aprender o máximo sobre para cuidar dele da melhor forma possível. Os dias se passaram e ele foi ficando cada vez mais fraco. Não sabia o que fazer, já que eu não conseguia entender o que estava acontecendo: se estava tudo certo, por que meu girassol estava morrendo? Comecei a aplicar Reiki, e então descobri o que houve: a Sunflora (o nome que dei ao meu querido girassol) havia dado sua vida para que uma carga de energia negativa não me atingisse. Simples assim. Minha florzinha ficou doente para que eu não ficasse doente. Ela morreu para que eu ficasse viva.

Bonito, não? Sei que muitos não veem assim, mas não é sobre isso que estou falando. Essas coisas acontecem o tempo todo. O fato é que uma pequena flor deu sua vida para que eu ficasse bem. Fico imaginando quantos seres (animais, plantas, pessoas) se sacrificam todo o dia para que outras pessoas fiquem vivas e bem. E eu fico pensando por que não fazer isso, já que o amor é uma das coisas mais lindas e poderosas do mundo. E convido você a pensar que se uma pequena planta permitiu que uma pessoa ficasse bem, imagina o que uma pessoa pode fazer.

13 outubro 2014

Amélia e as Mulheres "de Verdade"

Na minha tenra infância, eu ouvia a música Ai que Saudades da Amélia. Para mim, era uma música como qualquer outra. Ao longo dos anos, comecei a ouvir comentários do tipo: não seja uma mulher Amélia, Amélia era uma pobre coitada, etc. Só que um dia desses decidi pesquisar a respeito: quem era Amélia? Por incrível que pareça, Amélia existiu de verdade, e não era nada daquilo que as pessoas dizem hoje em dia. Só que não vou me ater a sua história de vida, já que ela não transparece na letra da música:

Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher

Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"

Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade


Ué, cadê a parte em que ela lava, passa, cozinha? Na hora eu nem acreditei: falam tanta coisa dessa música que tem 3 estrofes apenas! Leia a letra de novo. Perceba que na verdade ele faz uma crítica a atual companheira, exigente, alheia à realidade (parece as mulheres de hoje em dia). Nessa hora o eu-lírico lembra de sua antiga Amélia, que estava sempre ao lado dele, mesmo nos momentos difíceis. Agora pergunto: isso é ruim? Estar ao lado do companheiro e o apoiar na dificuldade, para mim é o maior gesto de fidelidade de uma pessoa (que hoje em dia está cada vez mais raro, já que no primeiro problema os casais brigam e se separam).

Indo para outro ponto: qual o problema de ser dona de casa? Qual o problema de não possuir um emprego e deixar a casa em ordem para marido e filhos? Pessoas têm escolhas, e qualquer pessoa pode escolher ter uma vida assim, a responsabilidade é dela. Lutaram para mulheres terem direito de trabalhar e de ter uma vida independente, mas amputaram o direito de quem queria ficar em casa. As mães não ensinam as filhas (nem aos filhos) como lavar, passar, cozinhar. Resultado: mulheres contratando mulheres que o sabem fazer, indo trabalhar para pagá-la quando elas mesmas poderiam ter essa responsabilidade sem ônus. Entendeu a lógica?

Acho que saber cuidar de uma casa é essencial. Não precisa ficar perfeito, impecável - só de ficar limpo e organizado já tá bom. Não precisa saber cozinhar pratos elaborados - arroz e feijão sustentam tanto quanto. Digo isso pra homens e mulheres. Só que, por incrível que pareça, são as mulheres que estão passando por maus bocados por causa disso (homem que cuida da casa é fofinho e prendado, ainda bem).

06 outubro 2014

Tempos Sombrios


Dreamy Beams, por Anita Ritenour

Ultimamente a ficção em si trabalha só com coisas tristes, sombrias, trevosas. Isso gera um profundo desconforto em mim, tanto que nem televisão sozinha eu vejo mais. O que é pra ser um entretenimento, uma diversão, que relaxasse, animasse, alegrasse, só acaba trazendo melancolia, medo, ansiedade. As temáticas, sejam em novelas, filmes, séries, e até mesmo livros (fugindo um pouco da televisão), abordam medo, inveja, raiva, ódio, entre outros tantos sentimentos baixos como atitudes negativas.

Uma coisa que me chamou a atenção foi uma propaganda da série Hemlock Grove, da Netflix: a luz pode ser mais cruel que a escuridão. Luz não é algo cruel, só que as pessoas são responsáveis pelos seus atos, e cobradas por ele. A diferença é que a Luz perdoa quantas vezes forem necessárias, mas a Sombra não. Não vou entrar no mérito do seriado até porque não o vi, apenas a frase me chamou a atenção e quis comentar sobre.

Também vi a questão dos confrontos entre super-heróis. A ética destes mudou consideravelmente: não são mais impecáveis, estando sujeitos a medos e conflitos internos. As pessoas não acreditam mais em super-heróis, e muitas já perderam a esperança. É comum ouvir que uma sociedade perfeita é impossível, chegando ao cúmulo de não fazer mais nada, como se a situação fosse imutável.

Não vejo mais histórias de pessoas honradas, de moral e caráter, combatendo o mal e praticando o bem. Não pense que isso é algo bom: a ficção alimenta nossa alma e nos incentiva a viver melhor. Com histórias cada vez mais tristes e sombrias, com finais deprimentes, as pessoas tendem a ter atitudes mais negativas em suas vidas, achando que isso é normal. Histórias alegres, tramas felizes, luminosas, dão ânimo e alento. Só de haver um final feliz, ficamos mais calmos. E precisamos disso.

Aprenda a filtrar as realidades: ficções tristes geram pessoas tristes tanto quanto as notícias dos telejornais. Achar que um super-herói é mais real só porque ele comete falhas como um ser humano qualquer não nos incentiva a crescer, apenas "nivela por baixo". E já está mais do que na hora de nos nivelarmos "por cima", crescendo e amadurecendo, sonhando coisas boas, tendo fantasias estimulantes (com o perdão do trocadilho). É isso que nos faz acordar todo dia de manhã e ir trabalhar.

01 outubro 2014

Editorial para o Futuro: o que eu quero para minha vida



Como podem ver, estou fazendo diversas mudanças no blog. Decidi que ele precisa de uma nova vida, assim como eu estou criando uma nova vida para mim. O trabalho é gradual: posts são deletados, imagens são adicionadas, layout alterado, implantação do sistema de tags... Quero fazer algo efetivo pelo blog para que ele seja algo bom e duradouro, gentil e interessante, crítico quando for necessário. Eu amo escrever, e é algo que eu quero fazer por toda a vida.

Lendo (e apagando) antigos posts, percebi o quão pessimista eu era. Posts mal escritos, assuntos tristes, raiva, melancolia profunda. Eu realmente era uma maníaca depressiva que poderia se matar a qualquer momento, como eu mesma havia escrito há alguns anos. Só que desde o ano passado eu decidi mudar essa postura, e isso se refletiu nos posts que eu comecei a escrever a partir de então.

Se eu sou causadora dos meus próprios problemas, então eu posso resolvê-los por conta própria, sem esperar que algo de fora venha e resolva. Claro que há horas em que devemos parar para refletir, esperar pelo melhor momento. Fazer nada é fazer alguma coisa. Amadurecimento vem com o tempo. Tempo que aproveitamos para fazer o melhor por nossas vidas.

Por isso que nos últimos posts eu convidei você, leitor, a refletir, a pensar, a esperar, a sentir. Por isso te mostrei outro lado, outra alternativa. Você não precisa ser socialmente aceitável, as pessoas não são obrigadas a gostar de você. Você é livre, basta querer, e assumir a responsabilidade por isso. Não fuja de suas responsabilidades, nem a deixe nas mãos de outrem. Foi o que eu comecei a fazer nos últimos meses: ser responsável pelos próprios atos dá liberdade de escolha, sem que precisemos da aprovação dos outros.

Por fim, pretendo nessa nova fase do blog escrever coisas mais animadas, alegres e luminosas. Chega de trevas nas nossas vidas: vamos abrir as portas e janelas do coração e deixar a luz entrar. Que esse blog agora seja cheio de luz e vida - mesmo com a História quase sempre falando de morte e tragédias. Tudo é uma questão de escolha, de dar preferência. Por isso, nos próximos posts, pretendo abordar os seguintes assuntos:

  • os 17 níveis de consciência humana: com base na obra de David Hawkins, pretendo comentar sobre esse assunto que é pouco conhecido no Brasil. As pessoas possuem níveis de consciência diferentes, que podem evoluir ou involuir. Esse é um dos diversos sistemas de consciência humana, que eu considero básico ao mesmo tempo dinâmico.
  • Reiki: como Reiki Master, chega a quase ser minha obrigação escrever alguma coisa sobre o assunto. Eu tinha um projeto de blog sobre assunto, mas acabei desistindo e deletando todas as postagens previstas. Pretendo começar de novo.
  • vida em República: passei a morar em uma república feminina. É uma experiência altamente enriquecedora. O contato direto com pessoas que você nunca viu na vida nos faz aprender sobre tantas coisas diferentes que você nunca saberia se morasse sozinho ou com os pais.
  • História, História, História: vou escrever mais sobre História aqui. Afinal, é a minha profissão.
Essa é só uma prévia do que irei fazer daqui por diante. Já tenho posts prontos e rascunhos em andamento. Ainda não terminei de editar todos os posts, mas já queria lançar as novas ideias. É uma das minhas grandes alegrias ter um blog. E é um grande prazer (e honra) escrever aqui. Fico feliz por não ter mudado o nome nem o endereço do blog por tanto tempo, coisa que era constante há anos atrás. E fico mais feliz ainda quando alguém vem, lê, e até mesmo comenta, dá uma ideia! Sou grata a você, obrigada.

18 setembro 2014

As pessoas atraem suas situações


Jaguar, por Petr Kratochvil

As pessoas atraem as situações pelas quais passam. Isso derruba qualquer vitimismo ou coitadismo, e dá amplas condições para que as pessoas mudem de vida por conta própria. Não espere que os outros tenham dó de você e passem a mão na sua cabeça. Lute e vá atrás, não fique parado, mas descanse se tiver cansado e chore se tiver que chorar.

Atualmente vivemos em uma sociedade que tenta reprimir qualquer coisa pela qual considere violenta: seja uma atitude enérgica, seja aquele tapa bem dado, seja um ato que possa salvar a vida de alguém. Não se pode fazer cara feia, falar bravo ou encarar de frente. Somos educados a abaixar a cabeça e pensarmos que a vida é assim e ponto. E a vida não é assim. Aliás, a vida é bastante dura. Duríssima. E pode ter certeza: deixar ser comido pela onça não é a melhor alternativa.

Lembro de como ensinam as pessoas a se defenderem no mato: fingir-se de morto, de doente, de modo que o predador se afaste. E quem disse que animal não sabe quando uma presa está saudável ou não? Não facilite sua vida para os outros te derrubarem, pensando que assim terá vantagens. Não pense que estas leis de defesa das minorias promovem a igualdade social: apenas acirram ainda mais as diferenças: o Outro é privilegiado por ser "diferente", quem é considerado "maioria", "normal", acaba sendo subjugado e até mesmo "condenado".

Este caos social que vivemos é por causa dessa bagunça de preconceitos e conceitos mal utilizados. Somos o que somos e ponto. E não devemos ser "protegidos" pelo que somos: essa atitude infantil barra nosso crescimento como pessoas e o desenvolvimento da sociedade como um todo. Se você é um desses "privilegiados pela Lei", utilizando-a de forma desigual, sugiro que reflita a respeito. Você acha que está fazendo algo melhor para a sociedade acusando outra pessoa de racismo/homofobia/afins quando apenas seu interesse pessoal está em jogo? Você acha que não está sendo preconceituoso acusando uma pessoa de preconceito só porque ela não abaixou a cabeça para você e te tratou como igual a ela?

Não abaixe a cabeça, nem deixe os outros entrarem na sua vida sem a sua permissão. Questione e encare de frente. Se for necessário, rosne, faça cara feia. Mostre que não está satisfeito e lute para a situação mudar. Ceder não é errado, assim como não ceder também o é. Claro que haverá horas em que nós queremos ver somente nossas camas e nossos travesseiros, e que assim seja. Terá horas que esperar é necessário, mas sua vida irá melhorar da mesma forma.

22 agosto 2014

Refletindo sobre Produtividade


Egg and Hammer, por George Hodan

As pessoas andam parecendo máquinas: buscam fazer mais e mais, sem se preocupar com a própria saúde ou mesmo descansar um período adequado ao organismo. Mais serviço, mais dinheiro, mais responsabilidades, mais problemas, menos saúde, menos prazer, menos vida. Estamos muito quantitativos. Fazemos muito, mas não se faz nada direito. Tudo fica no desleixado, no provisório, tendo que ser refeito constantemente, apenas para ser feito mais. Não seria melhor deixar de lado fazer muito para, pelo menos, fazer bem?

Nossa cabeça hoje em dia está repleta de tarefas a fazer, e para gerenciá-las são utilizadas diversas ferramentas e aplicativos de celular. Uma agenda só não dá conta. Uma pessoa só também não. Não pense que isso é bom, muito pelo contrário: se sua cabeça sozinha não consegue gerenciar seus compromissos, seu corpo também não consegue. Superar limites é uma coisa, há a consciência do esforço, mas não é um estado constante de sobrecarga como na mente atual.

Essa sobrecarga está causando problemas sérios no organismo. Muitos reclamam que estão sonolentos durante o dia, mas à noite não possuem sono nenhum, estando completamente despertos e alertas. Outra coisa que acontece é essa obsessão por férias e feriados: qualquer oportunidade de descanso é usada para dormir quase que literalmente o dia inteiro. E dormir demais também causa cansaço, perpetuando o círculo vicioso.

Conheço pessoas que inventam qualquer problema de saúde para não irem trabalhar (com ou sem atestado). Boa parte dos médicos acaba mandando seus pacientes de volta ao trabalho achando que é bobagem, ou até mesmo preguiça (mesmo quando a pessoa possui uma doença real causada por fadiga e sobrecarga de serviço). Essa situação esconde um problema muito mais grave: se a pessoa está procurando de alguma forma sabotar o trabalho, é porque ela está trabalhando demais. Ajuda médica seria fundamental para que a pessoa possa se curar deste mal e não depender mais disso para poder descansar.

Não procure fazer mais, procure fazer o melhor. Nem que isso demore mais do que o previsto - seja flexível. Produtividade não deveria ser alguma coisa relativa à quantidade, como desempenho de máquinas. Deveria ser algo relacionado à qualidade do trabalho, a marca pessoal de cada pessoa e a capacidade que ela tem de fazer cada vez melhor.

31 julho 2014

A Vida não é Receita de Bolo


Pink Cake, por Karen Arnold


Passei uma boa parte da minha vida procurando a receita de viver. Parece muito para uma pessoa que mal completou 23 anos, mas isso é uma tendência para todas as idades (aliás, não existe idade para nada. Não adianta esperar/desistir de coisas só por causa do fator idade. Se doenças e outras coisas negativas não têm idade, por que as coisas boas teriam?).

Houve uma febre de livros de auto-ajuda há um tempo atrás. Hoje não é bem assim, mas há aqueles best sellers lembrados para determinadas situações, como determinados autores, que acabam sendo vistos como pessoas perfeitas de vidas prósperas. E não é bem assim.

Geralmente nesses livros há muitas receitas de sucesso para diversas situações. Aparentam ser infalíveis, simples, e, pior, de curto prazo. E na prática, suas falhas são reveladas, quase sempre de maneira dolorosa. E por incrível que pareça, a falha é associada à pessoa, não ao livro. Este deveria ser um relato, que possa oferecer orientação e inspiração, não algo a ser seguido à risca.

A pergunta que fica é como viver? Essa pergunta é extremamente ampla, cabem muitas ideias, sonhos, perspectivas. Viver consiste em aproveitar o tempo fazendo o que gosta, navegando em direção a um futuro sempre presente. Não se deixar abater é fundamental, mas o luto também deve ser trabalhado.

Essa pergunta não deve ser respondida, e sim vivida dentro de cada pessoa.

24 julho 2014

Aprenda a Ouvir (e a Dizer) Não

Mesmo que a vida não seja uma receita de bolo, algumas coisas acabam sendo aprendidas ao longo da vida, outras não. Uma coisa que percebo é a dificuldade das pessoas com a palavra não. Algumas pessoas dizem (que estudos disseram) que as pessoas em geral não "entendem" a palavra 'não'. Simples: é como se ela não existisse e a mente não processasse, transformando a negação em afirmativa. Será?

Não irei entrar neste mérito, até porque o 'não' existe e está aí para ser usado. O problema é que as pessoas têm tanto medo desta palavra que algumas precisam de tratamento só por causa disso. E o problema é mais sério do que se pensa. Como se a palavra 'não' criasse barreiras entre as pessoas, e estas barreiras as afastassem (e como se isso também fosse de certa forma negativo).

Tem horas que dizer 'não' é necessário. Cria limites, impõe respeito, resolve definitivamente problemas de grande gravidade. Enfim, permite que a mudança ocorra, já que permite uma mudança de paradigma, de visão. Dizer 'sim' quando se quer dizer 'não' só mutila sua autonomia como ser humano.

E não fique pensando que você é uma má pessoa só porque disse 'não' a uma determinada situação. Muito pelo contrário: você se torna uma pessoa cheia de si e responsável pela própria vida. E isso é muito bom, posso garantir.

25 junho 2014

Se não tem deveres, não tem direitos

Toda sociedade é permeada de direitos e deveres. Os dois estão interligados - não existem direitos sem deveres, e vice-versa. Não adianta clamar por direitos se os deveres não são cumpridos, muito menos lembrados. É fácil cobrar os outros, difícil é ser cobrado e estar sob pressão.


Law, por Geoffrey Whiteway


Aliás, antes de cobrar, devemos estar prontos para sermos cobrados. Para ser respeitado é necessário respeitar. É como no emprego: trabalha-se antes para ganhar o salário depois (salvo exceções). Não se colhe antes de plantar, o resultado não vem antes do esforço. Querer direitos antes de cumprir deveres chega a ser algo até infantil.

E quais são nossos deveres? É algo difícil de explicar, já que nem todo mundo entende de lei, mas deveria ter noção da sociedade em que vive, pelo menos. Vamos sair um pouco da área jurídica e vamos pra área social e usar o famoso bom-senso. Não sei o que aconteceu com ele, mas muitas pessoas estão esquecendo de usá-lo, criando situações deveras embaraçosas.

Se eu fosse numerar o que eu considero por dever, acho que o primeiro seria cuidar da própria higiene. É uma questão de saúde pública, ninguém é obrigado a aguentar o mal cheiro do outro, além da transmissão de doenças. Isso é um exemplo. Não posso interferir na vida de uma pessoa, assim como ela não pode interferir na minha. Convenhamos que estar com mal cheiro é extremamente desagradável. Não é questão de estar cheirosinho, mas pelo menos não estar fedendo a ponto de causar náuseas.

Outro dever das pessoas é ser educada. Sei que isso é subjetivo que chega a ser relativo. Convenhamos, é possível perceber quando a pessoa quer ser gentil ou quando ela quer ser agressiva. Então usar como desculpa que é a pessoa é bruta perde o sentido. Eu vejo pessoas "delicadas" serem tão agressivas quanto pessoas "brutas". Há pessoas que comportamento mais grosseiro que são verdadeiros lordes tamanha a educação.

Muitos foram a favor da restrição do uso do cigarro. Mesmo que seja direito da pessoa fumar, ela tem o dever de não incomodar os outros. É basicamente isso. Aproveito para convidar você a refletir sobre seus deveres perante a sociedade. Se as pessoas pretendem viver coletivamente, devem aprender a abrir não de algumas coisas em nome desse coletivo.

Brigar por direitos é moda na sociedade hoje. Mas muitos ignoram que não adianta todos terem direitos se ninguém tem deveres. E não é uma pessoa que vai lembrar isso, é a própria vida. E poderá não ser muito agradável...

20 maio 2014

Nunca deixe de sonhar

Percebo que as pessoas chegam em casa, deitam, dormem e não sonham. Durante o dia, as preocupações vêm à cabeça, não dando espaço para a imaginação, ao sonho, às ideias malucas. Aos poucos isso vem sendo abandonado, jogado de lado, como se não tivesse mais valor. Muitos me dizem que não vale a pena mais sonhar porque isso não muda nada. E quem disse que não muda?

Sonhar, imaginar, fantasiar faz toda a diferença na vida. É o que realmente permite que os olhos sejam abertos de manhã e fechados à noite todos os dias. Você pode inventar todas as desculpas: todo esse esforço, toda essa "obrigação", é para um dia poder voltar a sonhar. E o sonho não é uma ilusão, não é uma mentira: é uma realidade a ser vivida como a realidade que você considera real. Sonhos não mentem.

Não digo que o sonho seja alguma coisa concreta a ser interpretada como uma mensagem, é algo a ser sentido. E a imaginação está ligada aos sonhos: quanto mais você imagina, mais seus sonhos serão variados e ricos. E é disso que estou falando: ficar imaginando à toa qualquer coisa, de preferência coisas agradáveis a si mesmo. Isso faz um bem danado e as pessoas estão perdendo isso.

Por isso eu faço esse convite: deixe a mente solta, imagine qualquer coisa que goste. Não corte seus pensamentos com afirmações ríspidas ou agressivas. Esqueça que é impossível, que nunca conseguirá, que não vai dar tempo: você está vivendo aquilo agora. E deixe sua realidade ser contagiada pelo sonho.


Bubble Dream, por Lisa Martin

28 abril 2014

Censura de Opinião

Não sei falar muito bem sobre política. Meus argumentos chegam a ser até insossos perto do que muita gente discute agora. É bonito de se ver, mas não consigo pensar sobre. Não dá para sair das linhas de raciocínio que estão em voga atualmente. E quando eu tento sair dessa linha padrão, acabo sendo esmagada.

Muita gente pode pensar que sou todos esses rótulos que atualmente se dão. Aliás, hoje estamos em uma moda de rótulos. Não aguento mais! As pessoas ficam presas em conceitos fechados que não dão liberdade ao raciocínio próprio. Se fomos argumentar à maneira atual sem os rótulos, os argumentos se esfarelam.

Reflitam sobre os rótulos. Onde é que eles ajudam? Eu estudo uma área cheia de rótulos (como se a História toda não o fosse) que é a Idade Média, e quando se começa a pensar o período sem rótulos ou estereótipos, a coisa muda totalmente. Considerar uma pessoa machista, racista, entre outros ismos, acaba mutilando a sua totalidade, que acaba perdendo valor. E muito valor.

Brigam tanto por liberdade de expressão, mas esquecem da liberdade de opinião, como se pudéssemos opinar apenas o que é considerado correto. E o considerado incorreto, nada vale? Não pode ser debatido, analisado? Comecem a pensar, fujam do politicamente correto, não tenham medo dos rótulos. Ok, agora viajei, saí do assunto. Mas fica a ideia que é boa.

Tenho opiniões que adoraria colocar no blog e debater com quem lê. Mas vejo que haveria mais ofensas do que ideias. Está difícil expressar opinião com tanta gente que não concorda em você ter outra opinião. Sério: as pessoas não concordam que você tenha outra opinião sobre o assunto. Pararam pra reparar? Aparece alguém com uma opinião diferente, ele é logo criticado, deixado de lado. Muitas pessoas odiadas pelo público na verdade apenas têm uma opinião diferente, muitas vezes mais concreta e realista. Como foge do padrão, é jogado de lado.

Muita gente que eu vejo que se diz com visão política apurada, que quer manifestar e mudar o mundo (sem mudar a própria vida!), nem possui erudição. E não digo a erudição de livros apenas (que são necessários, viu?), mas de realidades. São várias realidades entremeadas que geram as situações. Negar uma ou outra impede de ver de forma ampla o problema.

Por isso, antes de tudo, pare e pense. Não tenha medo de demorar, nem das ideias que possam aparecer. Não negue nada, trate tudo como igual e com carinho. Cuide de suas ideias, veja como elas podem mudar sua vida. Receba as opiniões de forma aberta e amorosa, mas seja crítico: vá além das entrelinhas.

Assim cada pessoa desenvolve seu pensamento e raciocínio, melhorando a própria vida e da sociedade em volta. Para quem pensa pouco em política, até que dei boas dicas. Para quem tem pouco argumento, formei um bem sólido.

07 abril 2014

O que você anda fazendo com sua vida?


Balloons - St-Jean 2012 por Claudette Gallant

Sei que a maioria das pessoas irá responder com um claro não interessa, enquanto uma parte responderá com algo fútil, outra parte não irá responder, e apenas uns gatos pingados darão uma resposta que realmente interessa à pergunta do título deste post: o que você anda fazendo com sua vida? Não é para me responder, é pra responder a si mesmo: estou fazendo um convite para uma reflexão com a pessoa mais especial da sua vida: você mesmo.

Pode não parecer verdade, mas você é a pessoa mais especial para você mesmo. Esqueça (pelo menos por enquanto) pai, mãe, irmãos, amigos, ídolos. Esqueça todo mundo por um momento. Onde você está, o que está acontecendo com você? Esqueça por um momento a sociedade, a economia, a política, a ideologia, o vizinho. O que você realmente quer para a sua vida?

Isso não é egocentrismo, muito pelo contrário, você está mudando o mundo através da única pessoa que você realmente pode mudar: você mesmo. Você não irá mudar as pessoas, elas possuem livre-arbítrio como você possui. Se for parar para pensar, é muito egoísta a atitude de querer mudar a sociedade, de querer mudar as pessoas. Cuide de si mesmo e evolua. Parece pouco, mas é um processo que dura uma vida toda, e a faz valer a pena.

É difícil explicar por que mudar, já que não há um resultado pronto, um ponto final, mas se for olhar bem, estar sempre mudando é estar sempre melhor. Estar sempre melhor é ter um mundo cada vez melhor. Reflita sobre isso, mas não precisa ser agora, nem precisa ter pressa. Não precisa responder pra mim - esse é um convite para cuidar da sua vida e fazê-la um pouquinho melhor. A sociedade muda quando seus indivíduos mudam.

Aprendi com esses anos que só mudando a si mesmo é que é possível um mundo melhor. Quando as pessoas mudam, o ambiente em torno delas muda. A situação muda quando as pessoas mudam. O problemas mudam quando as pessoas mudam (não que eles deixam de existir, simplesmente mudam). E quando eu digo mudar estou falando também de cuidar de si mesmo. Cuidar do corpo e da mente. Cuidar do espírito também, para quem acredita. É isso que faz realmente a diferença.

01 abril 2014

A culpa não é de ninguém, mas a responsabilidade é de todos

As pessoas são responsáveis por tudo que acontece na vida delas. Cerca de 95% da população mundial não tem consciência disso, e a tendência é que elas morram sem ter. Principalmente agora, com a tendência de valorização da vítima. Sinceramente, ser vítima de algo é ficar passivo ao que acontece com a própria vida, permitindo que forças externas te manipulem, te joguem de um lado pro outro, sendo que você pode assumir o controle da sua vida e assumir a responsabilidade pelo que acontece com ela.


We want you! por Lode Van de Velde

Mas assumir a responsabilidade de algo dá muito trabalho, porque requer coragem, muita coragem. Não digo não ter medo, porque o medo é necessário para se ter noção do que acontece em volta. Ter coragem não é fácil - é mais fácil não ter medo e ser uma pessoa imprudente. Mais fácil ainda é entregar a responsabilidade nas mãos de outrem. É bem mais fácil, mas não há crescimento, nem aprendizado. Sinceramente, não vale a pena.

Ultimamente as mulheres reclamam de serem vítimas de assédio por parte dos homens. Sentem-se atingidas pelas cantadas, passadas de mão e olhares maldosos. Elas têm parte da responsabilidade sobre isso, até porque quando um não quer, dois não brigam (isso vai no ego de muita gente, né?). Não digo que ela é culpada - na verdade, ninguém é culpado. E está difícil para elas (e eles, e todo mundo) assumirem isso, já que dar a cara a tapa é cada vez desestimulado na sociedade. Assumir a responsabilidade é assumir o controle e modificá-la para melhor.

Como disse antes, ninguém é culpado, mas todos são responsáveis: o "autor", a "vítima", a sociedade que permite a existência dos papéis anteriores, você, eu. Colocando a responsabilidade em todos os agentes da ação (principalmente as vítimas, que tendem a fugir para não terem que arcar com prejuízos), a situação tende a mudar pela raiz, permitindo que não se repita como anteriormente. Tira-se até as razões de tanto mimimi. A existência da culpa transfere a responsabilidade da "vítima" para o "culpado" e desaparece o aprendizado.

Quando você se torna responsável pelos seus atos, você fica livre para escolher o que quer que aconteça na sua vida. Sim, escolher o que quiser, é só ir atrás. Não apenas para coisas materiais, mas situações, pessoas, experiências de vida. Você é o único responsável por ela, ninguém mais. E ninguém pode julgá-lo pelo que você é ou pelo que você faz (deixe isso pro juiz quando for responder um processo), pois todos temos defeitos e fazemos muita coisa errada. Mas não pense que terá a aprovação de todos - talvez você só encontre resistência. Ignore-as, porque elas nada podem fazer contra você sem sua permissão

28 março 2014

Reflexão nada simples sobre o Feminismo

Eu tive uma época em que lia muito sobre o Feminismo, as causas, as lutas, as conquitas e os problemas (etc etc). Depois eu fui cansando (sim, literalmente) dos discursos e acabei me afastando. Esse afastamento me permitiu refletir sobre algumas coisas que eu gostaria de compartilhar aqui. Acho que vai dar um post meio polêmico, se bem que o post sobre sentir também o é e tive respostas muito positivas.

Se é pela igualdade entre os sexos, por que Feminismo? Me peguei pensando sobre isso no metrô. As meninas batem o pé insistindo que o Feminismo prega a igualdade entre os sexos. Mas, poxa, igualdade entre os sexos só para a mulher? Então pensei: deve ser a busca pela igualdade de gênero através da valorização da mulher e de seu papel na sociedade. Só que isso abriu outra questão: e o homem? Ele não pode ser valorizado? Pois é o que eu vejo: coisas masculinizadas serem desvalorizadas e até desprezadas (ser homem está cada vez mais difícil...). Qualquer atitude mais bruta/rústica é mal vista pelas pessoas em volta (homens e mulheres).

Tem horas em que é necessária uma atitude enérgica, e até mesmo violenta. Não adianta querer ser pacifista o tempo todo, há pessoas que nunca irão ser. Recuar porque a pessoa se utiliza da força nem sempre é a melhor saída. Parte das pessoas violentas o são porque a resposta consiste de cabeças baixas e pedidos de desculpa. Se gritando me ouvem, por que vou falar baixo? Se eu bato na mesa e me obedecem, por que vou pedir com educação? Há horas em que uma resposta rípida põe a pessoa no lugar: eu não sou um carneirinho para ser pastoreado, me respeite. Parece uma apologia à violência, mas não é: é um convite à atitude, à coragem. É um convite a não ficar parado com medo de um tapa. E essa atitude violenta independe de gênero.

E o cavalheirismo? Vejo muita gente reclamar da falta dele. Agora com essa de somos todos iguais, abriu-se precedente para todo mundo ser mal educado com todo mundo. Não queriam igualdade? Eis aqui. Pensei que todo mundo seria educado com todo mundo, já que somos iguais e não haveria barreiras para atitudes corteses entre ambos os sexos. Que mulheres abririam portas dos carros para os namorados e pagariam a conta. E que haveria recíproca, e que algumas contas seriam rachadas.

Aliás, somos todos iguais mesmo? Acho isso tão furado... Somos tão diferentes, tão únicos. Sermos tratados da mesma maneira, fria e impessoal, não é lá muito legal, e não faz bem pra saúde. Não apoio a questão de privilégios nem de menosprezos, mas apoio tratar todos como seres únicos e especiais (que realmente somos. Todos são incríveis, por mais que se esforcem em mostrar o pior lado). O que não pode haver é o detrimento de pessoas, prejudicá-las para agradar o ego de si ou de outrem.

Ismo, ismo, ismo. Geralmente o termo -ismo está ligado a rótulos. E rotulamos quando não conhecemos bem. E esse rótulo pode ser um elogio ou uma depreciação, depende de uma opinião superficial sobre (já que a pessoa tem medo de conhecer mais a fundo). O machismo existe porque existe feminismo: tira um que o outro acaba, simples assim. Atualmente consideram o machismo como algo a ser extirpado, e "converter" quem supostamente é para ser "feminista" (não exatamente tornar-se ativista, mas entrar numa linha invisível).

Uma coisa que ando percebendo é que o trabalho doméstico só se desvalorizou. Se antes a mulher era educada para ser dona de casa (e respeitada como tal, diga-se de passagem, e ninguém se lembra disso - só dos dissabores), agora você parar de trabalhar para cuidar dos filhos e do marido parece coisa de outro mundo. Não, não é. E não há nenhum demérito em fazer isso. Claro que a situação atual não permite mais esse tipo de coisa (será que não permite mesmo? Será que é mesmo mais barato pagar uma empregada para cuidar da casa e creche para cuidar dos filhos?). E quem faz ainda sofre preconceito (você fez faculdade pra lavar cueca de macho?).

Enfim, era para ser uma reflexão mais simples e mais resumida sobre o que eu entendo por Feminismo e o que eu penso a respeito. É uma tentativa de olhar a realidade por outro ponto, diferente, apenas. Atualmente as opiniões andam muito iguais e sistematizadas. Uma opinião contrária, ou mesmo diferente, é condenada pelas pessoas. Vamos fugir disso e sermos nós mesmos, viu?

24 março 2014

Pare e Espere


Sky, por Petr Kratochvil

Talvez seja uma das coisas mais difíceis de se fazer atualmente, por mais simples que pareça. O mundo atualmente não permite que paremos, muito menos que esperemos. Temos que preencher nosso tempo com mais e mais atividades, sendo previstas algumas pausas para descanso, para tomar um café, e para o sono, porque nosso corpo realmente necessita (e para alguns, porque emagrece). Parar para olhar a paisagem, para deixar a mente relaxar e passear por aí é quase proibido. É falta de atenção, é "oficina do diabo". Esperar o tempo passar para alguma situação se resolver é algo impensável, é falta de atitude, falta de consideração.

Se por um lado temos que tomar atitudes perante certas coisas que acontecem, e ficar pensando bobagem não leva a lugar nenhum, por outro lado, se não começarmos a parar e esperar, as consequências serão catastróficas. E isso é mais sério do que você imagina: não adianta querer resolver tudo na hora, não adianta querer fazer tudo em um dia só. Para isso existe o planejamento e a paciência. Há horas em que precisamos simplesmente parar. Ficar lá, parado, pensando na vida. Vendo o tempo passar. Isso limpa a mente e ajuda a desapegar-se dos problemas. Deixe a preocupação ir, os problemas irão se resolver sem seus palpites inúteis.



Há horas em que não podemos insistir mais, já estamos saturados de nós mesmos. Mas não confunda com desistir: desistir é abrir mão, deixar o problema controlar nossa vida. Por outro lado, parar é não deixar o problema influenciar negativamente nossa vida, deixá-lo de lado é anulá-lo por um tempo para que a melhor atitude possa ser dada em relação a ele. Claro que quando os problemas são resolvidos, novos aparecem. Isso é parte do processo, aprendemos lições e seguimos para as próximas. Desapegar dos problemas é um passo importante para o crescimento e para o amadurecimento.

Deixar o tempo passar, a poeira abaixar, permite que vejamos os problemas sob outra ótica. O tempo faz mudar por si só, não somos as mesmas pessoas de ontem. E não seremos as mesmas de amanhã. Isso porque nem cito a influência da Lua nas nossas vidas. Só a mudança de fase da Lua já muda por completo uma situação. Deixe o tempo amadurecer a questão. É algo meio historiográfico, por assim dizer, já que historiadores começam a trabalhar com situações que já começaram a despontar como passado (ou deveriam fazer isso).

Não pense em um mundo sem problemas, sem dissabores, sem sofrimento. Por enquanto isso ainda não é possível. Mas pense em sua vida com problemas administráveis, que não te deixam em pânico. Pense que eles são parte da vida, desafios para superar e crescer. No final, é isso o que realmente importa.

18 fevereiro 2014

Pessimismo não é Realismo

É comum as pessoas olharem sempre a realidade por um viés negativo, pessimista. É como se tudo fosse dar errado a qualquer momento, e mesmo que algo dê certo, o que há de negativo ainda prevalece. Como é difícil ver uma notícia boa, alentadora, no jornal. E mesmo quando esta aparece, não tem o mesmo destaque, não tem o mesmo "brilho" das notícias de mortes e crimes que sangram o noticiário em seus diversos veículos. É como se as coisas ruins comandassem nossa mente, nos fazendo ter medo e sentir tristeza perante a vida.

Mas quando aparece alguém otimista, que vê a vida pelo lado bom, ficamos indignados. Como uma pessoa pode sorrir frente a tanta desgraça? E quando ela fala pra gente que somos muito pessimistas, a resposta vem na ponta na língua: não somos pessimistas, somos realistas.

E a realidade é formada apenas por coisas ruins? Tem certeza? Muito bem, vamos tirar então o futebol de domingo, o cinema de sábado, os amigos, e todas as coisas boas de nossa vida, até porque esta é só desgraça mesmo. E olha quanta coisa boa não damos valor! Deixa-se de dar valor às coisas boas para dar valor a coisas que nem nos dizem respeito. Esquecemos de olhar para nossa boa vida para olhar a desgraçada alheia. E pior: achar que aquela desgraça é nossa (é em parte, mas como assumir a parcela ruim sem assumir a parcela boa?).

Vamos começar a olhar primeiro para o lado bom, e sermos gratos por ele. Vai facilitar demais as coisas, e o mundo terá mais cor, e ficará mais habitável a nós, que voltaremos a ter vontade de viver. Sempre haverá coisas ruins e boas, cabe a nós escolher o que valorizar e prestar atenção. Claro que certas coisas negativas devem ser trabalhadas, mas para se tornar algo melhor.


Smile Heart, pela Pixel Perfect Digital

Uma perspectiva de vida mais otimista aumenta nossa gratidão com o mundo e com nossa própria vida. É o que dá vontade de viver, pois vivemos pelas coisas boas, não pelas ruins (você nunca parou para pensar nisso?). Deixe as coisas negativas de lado, e dê uma solução a cada uma aos poucos (e de verdade. Tome uma atitude sincera para com elas, não para perpetuá-las).

14 fevereiro 2014

Pare de reclamar e seja grato


Message Stones, pela Pixel Perfect Digital


Nunca achei que fosse escrever um post assim, já que eu pensava que reclamação fazia parte de uma mudança (reclamar para ver o que está errado para poder haver a mudança). Mas percebi que ficamos presos à reclamação, e mudar que é bom, nada. É como se ficássemos satisfeitos com o problema, e com a atitude de estar procurando solução, sem na verdade procurar nada. O famoso comodismo, que nos arrasta ao longo do dia, com o problema cochilando aos nossos pés (ou marretando nossa cabeça).

Ultimamente percebi isso com as notícias constantes da queda do nível de água no reservatório da Cantareira. Alarmes e alarmes, desespero, e o cadê a chuva que não veio?. As pessoas sempre reclamaram que chove demais nesta época do ano, causando alagamentos e transtornos, fora que atrapalha aquela praia que as pessoas ficam o ano inteiro esperando pra ir e tomar sol (que nem lagarto?). Fora que as pessoas (até eu!) reclamaram do frio intenso do último inverno (que realmente foi intenso de mais, reparou ou já esqueceu?), clamando por sol e calor (sem chuva!).

Falando em chuva, choveu tanto nesse último inverno que o reservatório da Cantareira chegou ao máximo de capacidade, tendo até que abrir comporta...

O que aconteceu de lá pra cá? Simples: as pessoas queriam sol e calor, esqueceram da chuva. Agora querem chuva, e quando ela chegar (aliás, a tempestade de ontem já causou reclamações), vai haver reclamações de que a cidade não tá pronta, que alagou tudo, que o trânsito ficou um caos (uai, já não é?), etc. E o ciclo continua, sem parar, as pessoas acomodadas em reclamar, reclamar. Se pudessem influenciar o clima, nem sei o que seria do planeta. Ainda bem que não podem, mas poderiam esperar a natureza agir com sua sabedoria, né?

Onde eu quero chegar: pare de reclamar que não está chovendo! Um dia irá, oras. Enquanto isso, tome uma atitude e economize água. E seja grato pelo dia de sol e calor (que você tanto esperou), pela brisa fresca, e por poder fazer certas coisas que são mais difíceis no inverno e nos dias de chuva. Quando chover, seja grato pela chuva que vem refrescar o tempo (não o clima, viu?), e trazer água para nós consumirmos (olha que lindo!). O frio vem para compensar tanto calor, para descansarmos gostoso (como é gostoso um banho de água quente no frio, e uma coberta macia).

Viu? Só mudar o foco e as coisas mudam. Seja grato pela vida que tem, pelo que conseguiu, pois há muita coisa boa nisso. Não precisa vir com essa de poderia ser pior, é um tremendo pessimismo. Olhe para cima, veja o céu. E veja seus problemas lá de cima, pequenininhos perto da imensidão das nuvens. Resolva-os, arranje outros, e assim poderá crescer em seu ritmo.

26 janeiro 2014

A Longa Duração para a Vida

É fácil encontrar por aí pessoas que não gostam de História, assim como pessoas que não gostam de Português, Biologia ou Matemática. O problema é quando essas pessoas se dedicam às ultimas matérias citadas com mais zelo do que se dedicam à História. E deixam de ver a própria vida com olhar historiográfico. Passei por uma situação difícil ontem que seria menos dura se as pessoas em meu entorno entendessem o que é a Longa Duração.

História não é uma coisa para ficar nos livros, esquecida por muitos e estudada por poucos. É algo para se viver, para se aplicar na vida prática, como a gente aplica (ou deveria aplicar) as regras de Português e as recomendações de Biologia. Analisar os fatos da própria vida a partir de diversos ângulos, colocá-los dentro de um contexto e fazer ligações com outros fatos, vendo a situação de uma perspectiva micro e macroscópica. Isso evitaria tanta coisa desnecessária e indesejada...

Algumas coisas na vida são rápidas, os fatos: eles acontecem e pronto. Mas eles ocorrem devido a uma vasta gama de situações lentas, as conjunturas: os contextos. Um fato aqui e outro acolá deixam marcas que vão definindo acontecimentos futuros. Há ligações múltiplas entre fatos e pessoas que vão definindo outros fatos. História é uma arte de analisar esses fatos e ligações.

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Ocean Sea Blue, por Alex Borland

Não podemos esquecer o profundo, o que não muda, ou o que muda tão lentamente que nem percebemos. Há quanto tempo comemos de garfo, faca, colher? Há quanto tempo existe o hashi? Há quanto tempo existe a ideia de que irmãos não podem se casar e ter filhos? Isso podemos chamar de estrutura: o que está relativamente fixo perto dos contextos mutáveis com os quais temos maior convivência. O que geralmente é mudado com as revoluções.

Imagina pensar a própria vida com essas variações e ligações? A História liberta, e nos leva para além de nossos próprios pensamentos. Nos faz mais humanos também. E porque não dizer menos burros.